Menos de 1% dos alimentos apresentam agrotóxico prejudicial à saúde

37% das amostras estavam totalmente livres de resíduos de agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quarta-feira (11), os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxico em Alimentos (Para) de 2023. Foram analisadas 3.294 amostras de alimentos coletadas em 76 municípios de todo o país.

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O estudo apontou que apenas 0,67% das amostras apresentaram risco ao consumidor, representando 22 amostras. Entre elas, sete amostras de abacaxi e seis de laranja foram identificadas com resíduos.

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No entanto, a Anvisa afirmou que essas amostras não representam risco para a saúde a longo prazo, já que nenhum risco crônico foi encontrado nas análises.

O relatório também revelou que 37% das amostras analisadas estavam completamente livres de resíduos de agrotóxicos, enquanto 36,9% estavam dentro dos limites legais estabelecidos pela Anvisa.

Por outro lado, 26,1% das amostras apresentaram não conformidades, com resíduos acima do permitido ou a presença de agrotóxicos não autorizados para aquelas culturas.

A Anvisa alertou que essas não conformidades são infrações sanitárias e podem representar risco para os agricultores.

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O Programa Para avaliou resíduos em 14 alimentos, que representam 31% do consumo de alimentos de origem vegetal no Brasil.

As amostras foram analisadas em laboratórios especializados, utilizando métodos científicos reconhecidos internacionalmente.

A pesquisa verificou a presença de 338 diferentes agrotóxicos, incluindo substâncias proibidas ou já banidas no Brasil.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) defendeu os resultados, destacando que a maioria dos alimentos analisados está dentro dos limites de resíduos permitidos.

A entidade também ressaltou que o estudo demonstra a evolução das práticas agrícolas no Brasil e o compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental.

Em relação ao risco agudo identificado em apenas 0,67% das amostras, o Sindiveg comparou o dado à probabilidade de ganhar na loteria, tranquilizando a população sobre a segurança dos alimentos.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Globo Rural

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