SUS vai oferecer implante contraceptivo gratuito para mulheres

A medida foi aprovada pela Conitec e deve entrar em vigor já no segundo semestre deste ano

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovou recentemente uma importante atualização no atendimento à saúde da mulher. A partir do segundo semestre deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer o implante contraceptivo subdérmico, conhecido comercialmente como Implanon, para todas as mulheres em idade fértil.

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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministério já se prepara para viabilizar a oferta do método.

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“Agora vamos orientar as equipes, fazer a compra e orientar as Unidades Básicas para já no segundo semestre deste ano começar a utilizar no SUS”, afirmou o ministro.

Atualmente, o Implanon é fornecido pelo SUS de forma restrita a mulheres com HIV/AIDS, em privação de liberdade, profissionais do sexo e pacientes com tuberculose em uso de antibióticos aminoglicosídeos.

Com a ampliação da oferta, o método será acessível a uma parcela muito maior da população feminina, fortalecendo o planejamento familiar.

O Ministério da Saúde estima distribuir cerca de 1,8 milhão de implantes até 2026, sendo 500 mil unidades previstas ainda em 2025.

O investimento total gira em torno de R$ 245 milhões. Na rede particular, o custo do Implanon varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, o que torna a oferta gratuita pelo SUS uma conquista significativa para mulheres de baixa renda.

A incorporação oficial ocorrerá por meio de uma portaria a ser publicada nos próximos dias. Após essa formalização, o governo terá até 180 dias para disponibilizar o contraceptivo nas unidades de saúde.

Esse processo inclui a atualização de protocolos clínicos, capacitação de profissionais, compra e distribuição dos implantes.

Implanon

O Implanon é um pequeno bastão flexível de plástico, medindo 4 cm de comprimento por 2 mm de diâmetro.

Ele é inserido sob a pele do braço e contém 68 mg de etonogestrel, hormônio liberado de forma contínua na corrente sanguínea.

Essa liberação hormonal inibe a ovulação e altera a secreção cervical, dificultando a entrada dos espermatozoides.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações O Globo

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