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Técnicos de enfermagem são presos por aplicarem sustâncias letais em pacientes da UTI

Vídeo mostra técnicos de enfermagem aplicando substâncias letais em UTI do DF

Foto: Reprodução / ND Mais

Imagens de câmeras de segurança do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, revelam o momento chocante em que técnicos de enfermagem aplicam substâncias letais em pacientes internados na UTI, provocando a morte de pelo menos três pessoas. As gravações, obtidas pela Polícia Civil, mostram cenas que têm causado repercussão em todo o país e levantam questionamentos sobre a segurança em unidades de saúde.

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Nos registros, é possível ver o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, acessando o sistema do hospital com o login de uma médica que não estava de plantão.

Em seguida, ele prescreve um medicamento e retira a substância na farmácia da unidade, aplicando-a por via intravenosa nos pacientes.

Outro trecho das imagens mostra a técnica Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, manipulando o conteúdo suspeito, acondicionado em um pacote laranja, dentro da farmácia do hospital.

Após a administração das substâncias, as gravações captaram a equipe médica tentando realizar manobras de ressuscitação, enquanto os monitores cardíacos indicavam a parada dos pacientes.

Prisões e investigação

A investigação começou em 11 de janeiro, quando a Polícia Civil realizou a primeira fase da Operação Anúbis, prendendo temporariamente dois suspeitos e cumprindo mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, em Goiás. Documentos e aparelhos eletrônicos foram recolhidos.

Na segunda fase da operação, iniciada em 15 de janeiro, uma terceira investigada foi presa temporariamente e novos dispositivos eletrônicos foram apreendidos em Ceilândia e Samambaia.

Segundo a polícia, os suspeitos não demonstraram arrependimento nem justificativa para os crimes, que são investigados como homicídio doloso qualificado, já que as vítimas não tiveram chance de defesa.

A atuação dos técnicos de enfermagem e a manipulação de substâncias letais evidenciam a necessidade de reforço nos protocolos de segurança hospitalar, além de atenção redobrada à entrada e uso de medicamentos em unidades críticas de saúde.

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