Uma onda de grande intensidade, associada a um tsunami meteorológico, atingiu praias da costa da província de Buenos Aires, na região de Mar del Plata, na tarde de segunda-feira, dia 12, provocando a morte de uma pessoa e deixando dezenas de feridos. O fenômeno surpreendeu turistas, moradores e equipes de resgate em um momento de grande movimentação nas praias.
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Segundo as autoridades, uma pessoa morreu ao ser arrastada pela força do mar e lançada contra as rochas na orla de Santa Clara del Mar.
Outra vítima sofreu um infarto durante o episódio e permanece internada. Além disso, pelo menos 35 pessoas sofreram ferimentos leves, incluindo escoriações e contusões causadas pelo impacto da água e por objetos arrastados pela onda.
Testemunhas relataram que o mar recuou de forma repentina por alguns minutos antes de avançar violentamente sobre a faixa de areia, pegando banhistas de surpresa.
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Guarda-sóis, cadeiras e outros pertences foram arrastados pela água, enquanto guarda-vidas enfrentaram dificuldades para atender simultaneamente aos muitos pedidos de socorro.
No porto de Mar del Plata, medições registraram uma queda súbita de cerca de 45 centímetros no nível do mar, seguida por uma elevação de aproximadamente 90 centímetros.
Especialistas classificaram o fenômeno como um meteotsunami, provocado por rápidas mudanças atmosféricas associadas à passagem de uma frente fria, após um dia de calor intenso próximo de 39ºC.
Diferente de tsunamis sísmicos, que podem atingir grandes distâncias, os meteotsunamis são localizados e de curta duração, ocorrendo em poucos minutos.
“O principal gatilho é uma variação rápida da pressão atmosférica, geralmente associada a frentes frias, tempestades intensas ou rajadas fortes de vento sobre o mar. Para que o meteotsunami se forme, a velocidade do distúrbio atmosférico precisa coincidir com a velocidade natural de propagação das ondas no mar, um processo conhecido como ressonância”, explicam especialistas.
Tsunamis meteorológicos no Brasil
No Brasil, registros de tsunamis meteorológicos são raros, com casos históricos no Sul e Sudeste. Entre 2009 e 2025, eventos afetaram especialmente o litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, causando estragos em veículos e construções próximas à praia, como em Laguna (SC) em 2023 e Jaguaruna (SC) em 2024.
Este fenômeno reforça a importância da conscientização sobre alertas meteorológicos, mesmo em áreas onde os tsunamis tradicionais são improváveis.

