Responsáveis por um dos serviços mais essenciais da cidade, os coletores de lixo da empresa Meio-Oeste enfrentam diariamente uma rotina intensa para manter Caçador limpa e organizada. Em alusão ao Dia do Gari, celebrado em 16 de maio, o Portal RBV conversou com trabalhadores e representantes da empresa sobre os desafios e a importância da profissão.
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Há seis meses atuando na coleta de resíduos, Pedro Henrique da Silva conta que chegou ao trabalho após trabalhar na construção civil. Hoje, afirma ter orgulho da função. “Uma cidade limpa é uma cidade feliz. A gente brinca, se diverte, conversa com as pessoas, mas sabe da responsabilidade que é deixar tudo limpo”, comenta.
Pedro relata que a rotina exige esforço físico e longas jornadas. Segundo ele, os coletores começam o expediente às 10h e muitas vezes seguem até tarde da noite, especialmente nas segundas e terças-feiras, quando o volume de lixo aumenta. “Quem está no caminhão corre o dia inteiro. Só para quando o motorista fala para tomar água ou comer alguma coisa”, relata.
Além da coleta, os trabalhadores também fazem a limpeza das ruas quando há resíduos espalhados. “Se rasga uma sacola ou cai lixo na rua, a gente precisa varrer e deixar limpo. A limpeza é essencial para a cidade”, afirma Pedro, que atua em bairros como Berger, Bom Jesus e Figueroa.
O gerente de operações da Meio-Oeste, Jonathan Morgesten, explica que a coleta em Caçador é organizada por setores e atende bairros em dias específicos, tanto no recolhimento do lixo orgânico quanto na coleta seletiva. Atualmente, a empresa conta com 29 coletores, oito motoristas e dez caminhões entre operação e reserva.
Entre os principais desafios, Jonathan destaca a falta de mão de obra e as dificuldades de acesso em algumas ruas da cidade. “Existem becos e ruas estreitas onde o caminhão não consegue entrar. Nesses casos, os coletores precisam puxar o lixo manualmente até um ponto de acesso”, explica.
O gerente também reforçou a importância da separação correta dos resíduos para o funcionamento da coleta seletiva. Segundo ele, todo material reciclável recolhido é encaminhado para a cooperativa de Caçador, onde passa por separação e destinação adequada. “Quando o reciclável está contaminado com lixo orgânico, ele perde a possibilidade de reaproveitamento”, alerta.
Ao falar sobre o Dia do Gari, Jonathan fez questão de agradecer aos trabalhadores. “Sem os coletores e motoristas nós não conseguiríamos cumprir nosso papel. É um trabalho cansativo, mas essencial para a cidade”, conclui.




