Construção civil em SC cria 11,5 mil vagas entre janeiro e maio de 2025

A formalização dos empregos no setor atinge 52%, a segunda maior do país

Santa Catarina registrou um crescimento significativo no setor da construção civil entre janeiro e maio de 2025, com a criação de 11,5 mil novos empregos. Esse número representa um aumento de 9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), com base nos dados do Novo Caged do Ministério do Trabalho, o estado ficou atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais em geração de empregos na construção civil.

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Apesar do crescimento, o presidente da Facisc, Elson Otto, ressalta que o mês de maio mostrou uma queda na oferta de vagas, principalmente devido à retração nas obras de montagem industrial, reflexo direto dos juros elevados no país.

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“Mesmo diante de um cenário nacional marcado por incertezas fiscais e juros elevados, Santa Catarina demonstra força e resiliência, movida pela confiança no setor da construção e pelo protagonismo dos nossos empresários”, destaca Otto.

O avanço no setor contempla todas as etapas da construção civil, desde as fundações até o acabamento final. Itapema lidera o ranking dos municípios que mais geraram empregos no setor, com 1.663 novas vagas.

Entre as funções mais demandadas estão

  • serventes de obras,
  • pedreiros,
  • carpinteiros,
  • pintores e
  • aplicadores de revestimentos cerâmicos.

A maior parte das contratações concentrou-se em pessoas entre 18 e 39 anos.

Marco Antonio Corsini, diretor de Articulação Estratégica da Facisc, aponta a formalização como ponto crucial, com 52% dos empregos formais, a segunda maior taxa do país.

“Além de movimentar a economia em diferentes regiões, o setor contribui para a formalização de empregos em uma área historicamente marcada pela informalidade. Isso é positivo para o trabalhador, para as empresas e para o desenvolvimento sustentável do estado”, comenta.

Eduardo Schuster, coordenador do Núcleo da Construção Civil da Associação Empresarial de Penha, destaca a continuidade dos projetos como fator de estabilidade, mesmo em um cenário de instabilidades fiscais e juros altos.

Obras com ciclos longos, de até quatro anos, garantem previsibilidade e segurança para fornecedores, prestadores de serviços e famílias que dependem da cadeia produtiva da construção.

Apesar dessa força, o setor sente o impacto dos juros altos: em maio, o saldo positivo de vagas foi apenas 11 em Santa Catarina.

Corsini lembra que a construção civil movimenta 97 atividades econômicas, reforçando sua importância para a economia regional, seja para acelerar o crescimento ou manter a estabilidade em tempos difíceis.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações NSC Total

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