O que se sabe sobre a morte do cão comunitário Orelha

A Polícia Civil identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos das graves agressões cometidas contra o cão

A morte do cachorro comunitário Orelha, de aproximadamente 10 anos, gerou forte comoção entre moradores da Praia Brava, no Norte de Florianópolis, e mobilizou organizações de proteção animal, autoridades públicas e até celebridades em Santa Catarina. O caso ganhou repercussão após a confirmação de que o animal foi vítima de agressões, que resultaram em ferimentos graves e, posteriormente, na sua morte.

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A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões. Como parte das investigações, uma operação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (26), com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

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O caso é acompanhado de perto pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e segue em andamento.

O que aconteceu com o cão comunitário Orelha

Segundo relatos de moradores, Orelha estava desaparecido há alguns dias. Durante uma caminhada, uma das pessoas que cuidavam do animal o encontrou caído, gravemente ferido e agonizando. O cachorro foi recolhido e levado imediatamente a uma clínica veterinária.

No entanto, devido à gravidade das lesões, os profissionais não tiveram alternativa além de realizar a eutanásia.

Em entrevista, o morador Silvio Gasperin relatou o ocorrido com emoção:

“A Fátima ficou sabendo, mas não encontrou ele de imediato. Em uma caminhada, achou ele jogado e agonizando. Recolheu, levou ao veterinário… precisa de justiça, né?”

A identificação dos suspeitos ocorreu após análise de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. Também está sendo apurada a denúncia de que um policial civil, pai de um dos adolescentes, teria tentado coagir uma testemunha.

A delegada Mardjoli Valcareggi afirmou que essa informação está sob investigação, mas negou qualquer envolvimento de policial no crime.

O governador Jorginho Mello (PL) também se manifestou nas redes sociais, afirmando:

“A nossa Polícia Civil fez diligências, colheu provas e solicitou à Justiça mandados alguns dias após o início da investigação. As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago”.

O caso segue os trâmites previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que envolve menores de idade.

Orelha era um dos cães mascotes da Praia Brava e vivia sob os cuidados da comunidade.

“Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado espontaneamente pela comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém muito querido”, destacou a Associação de Moradores em nota oficial.

Desde a morte do animal, moradores realizaram protestos e caminhadas, usando camisetas e cartazes com a frase “Justiça Por Orelha”.

A mobilização também ganhou força nas redes sociais com a hashtag #JustiçaPorOrelha.

Atrizes como Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui também se manifestaram, cobrando providências das autoridades.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações G1

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