A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) divulgou o calendário oficial do vazio sanitário do maracujazeiro referente ao ciclo 2026/2027. A medida integra o programa estadual de defesa fitossanitária e começa a valer a partir de 1º de julho de 2026, sem alterações em relação ao período anterior.
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O vazio sanitário é uma estratégia obrigatória que determina a eliminação completa das plantas vivas de maracujá-azedo (Passiflora edulis) por um período mínimo de 30 dias, de forma simultânea dentro de cada região produtora.
O objetivo é interromper o ciclo de disseminação do Cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV), responsável pela doença conhecida como endurecimento dos frutos, que compromete a qualidade da produção e pode inviabilizar a comercialização.
Medida tem base legal e apoio técnico
A ação é respaldada pela Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que reconhece o vazio sanitário como ferramenta essencial de defesa vegetal contra pragas e doenças de impacto econômico.
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Em Santa Catarina, a prática também segue a Lei Estadual nº 17.825/2019, que regula o Sistema de Defesa Sanitária Vegetal.
O calendário foi definido em conjunto com a Epagri, extensionistas rurais, lideranças do setor produtivo e secretarias municipais de agricultura, além das equipes técnicas da própria Cidasc. O processo também contou com consulta pública online aos produtores, reforçando a construção participativa da medida.
Segundo a Cidasc, a manutenção do cronograma pelo sétimo ano consecutivo demonstra a efetividade da estratégia no controle da virose e na proteção da cadeia produtiva.
Doença segue como principal ameaça à cultura
O CABMV é considerado a principal virose que afeta o maracujazeiro no Brasil e no mundo. Sua disseminação ocorre principalmente por mudas contaminadas, pulgões vetores e ferramentas de poda sem higienização adequada.
De acordo com o engenheiro-agrônomo e gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Dedev), “o vazio sanitário é uma estratégia essencial para o manejo da virose do endurecimento dos frutos, pois atua diretamente na redução da pressão da doença entre uma safra e outra. Quando realizado de forma coletiva e no período correto, ele diminui significativamente a presença do vírus no campo, protegendo os novos plantios e contribuindo para a sustentabilidade da cadeia produtiva do maracujá em Santa Catarina”.

Fiscalização e orientações aos produtores
Durante o período de execução do vazio sanitário, a Cidasc intensificará ações de fiscalização, orientação técnica e educação sanitária para garantir o cumprimento da norma.
Entre as recomendações aos produtores estão a eliminação completa das plantas no período determinado, uso de mudas produzidas apenas em viveiros protegidos, solicitação de autorização para aquisição de mudas de outros estados e busca por orientação nos escritórios regionais da companhia em caso de dúvidas.
Santa Catarina entre os principais produtores do país
Santa Catarina ocupa posição de destaque como o terceiro maior produtor de maracujá do Brasil. Por isso, o cumprimento das medidas fitossanitárias é considerado fundamental para manter a competitividade do setor, proteger os pomares e garantir frutos de qualidade no mercado nacional.





