Ver resumo
- Adolescente de 13 anos recebeu alta após 11 dias de internação em Chapecó.
- O disparo foi efetuado por um amigo que utilizou a arma do próprio pai.
- O caso segue em segredo de justiça sob análise do Ministério Público de Santa Catarina.
O adolescente de 13 anos que foi baleado na cabeça por um amigo da mesma idade recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). O jovem ficou internado por 11 dias no Hospital Regional do Oeste, passou por cirurgia e permaneceu três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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O caso aconteceu em 10 de outubro. Conforme a investigação, o disparo foi feito pelo amigo da vítima com uma arma pertencente ao pai dele, que possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). A arma estaria guardada em um local de fácil acesso.
A mãe do adolescente ferido anunciou a alta nas redes sociais e compartilhou uma mensagem de gratidão após os dias de internação do filho.
Polícia Civil encaminhou investigação ao Ministério Público
A delegada Lisiane Junges informou que o procedimento infracional envolvendo o adolescente que efetuou o disparo foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na segunda-feira (19).
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Segundo a delegada, não há dúvidas sobre quem realizou o disparo. “O autor do disparo foi o adolescente internado, sim, não há dúvidas quanto ao ponto, ele mesmo confirma”, declarou.
A Polícia Civil não solicitou a manutenção da internação provisória do adolescente. A defesa informou que ele havia sido internado em 11 de outubro e colocado em liberdade na segunda-feira (19).

Caso segue sob sigilo
A delegada explicou que, por se tratar de adolescentes, não há indiciamento policial nos moldes aplicados a pessoas adultas. Após as diligências, o procedimento é encaminhado diretamente ao Ministério Público, responsável por se manifestar sobre a eventual manutenção da internação.
Em nota, a defesa afirmou que a investigação continua, com diligências ainda pendentes, mas que não pode fornecer mais detalhes porque o processo está sob segredo de Justiça.
O MPSC confirmou o recebimento da investigação e informou que não divulgará outras informações em razão do sigilo do caso.
Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores de 18 anos são penalmente inimputáveis. Condutas descritas como crime ou contravenção penal praticadas por adolescentes são tratadas juridicamente como atos infracionais.




