Os adolescentes investigados por suspeita de matar o cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), também são suspeitos de tentar assassinar outro cachorro, apelidado Caramelo, que vivia com ele.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, os jovens teriam tentado afogar Caramelo nas águas da praia no mesmo dia em que mataram Orelha. Felizmente, o animal conseguiu escapar e permanece saudável.
O delegado informou que adotou Caramelo com sua esposa e, em postagem nas redes sociais, afirmou que “quis o destino” que eles adotassem o cão.
Ulisses também garantiu que “os responsáveis pelos maus-tratos ao Orelha e ao Caramelo serão responsabilizados por seus atos. ‘Pau que bate em Chico, bate em Francisco. A Justiça será feita, independentemente de quem sejam os autores que praticaram essa triste e lamentável ação criminosa contra esses dois animais'”.
Veja também
Incêndio de grandes proporções destrói casa e barracões no interior de Videira
Meta, TikTok e YouTube vão a julgamento por acusações de vício
Operação policial
Os suspeitos pertencem a famílias de classe média alta de Santa Catarina. O delegado reforçou que “não vai ter moleza para ninguém” e que “a Justiça será feita”.
Na manhã desta segunda-feira (26), mandados foram cumpridos nos endereços de dois adolescentes e de um adulto, que teria ameaçado uma testemunha.
Segundo a polícia, o mandado contra o adulto busca uma arma de fogo utilizada na ameaça.
Computadores e celulares dos adolescentes foram apreendidos para análise.
Três adultos são suspeitos de coagir testemunhas e todos serão ouvidos para esclarecer os fatos.
Outros dois adolescentes suspeitos estão nos Estados Unidos, mas devem retornar a Florianópolis na próxima semana.
Investigação em andamento
O caso é investigado desde 16 de janeiro pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, em conjunto com a Promotoria da Infância e Juventude e a Promotoria de Meio Ambiente de Florianópolis.
O cachorro Orelha, que vivia há cerca de 10 anos na praia com outros animais de rua, foi encontrado agonizando após sofrer pauladas na cabeça. O animal foi levado ao hospital veterinário, mas precisou ser eutanasiado devido à gravidade dos ferimentos.
O caso gerou comoção coletiva, envolvendo artistas nacionais, como Ana Castela, e mobilizando o governador do estado. A Associação Praia Brava lamentou o ocorrido e aguarda o “correto esclarecimento dos fatos”, enquanto moradores organizaram uma manifestação pedindo justiça pelo animal.

