Colheita de 2026 começa mais cedo e anima produtores de uva em Videira

Condições climáticas favoráveis antecipam colheita e elevam qualidade das uvas na região

A colheita das uvas de variedades precoces já começou nos parreirais de Videira e municípios vizinhos, marcando oficialmente o início da Vindima 2026. Produtores deram início à colheita no começo do mês de janeiro, antecipando o calendário tradicional graças às condições climáticas favoráveis registradas nos últimos meses, que garantiram bom amadurecimento, sanidade dos cachos e qualidade superior da fruta.

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A antecipação da vindima tem proporcionado uvas com teores adequados de açúcar e coloração intensa, fatores que aumentam o potencial de comercialização logo no início da safra. O pico da colheita deve ocorrer entre janeiro e fevereiro, período em que a atividade rural se intensifica e mobiliza famílias, trabalhadores e cooperativas envolvidas na seleção, classificação e transporte das uvas recém-colhidas. Mais do que o resultado de meses de trabalho no campo, a vindima representa uma tradição agrícola que sustenta parte importante da economia local.

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Na comunidade de Rio Tigre, em Videira, o produtor Edir Rigo comemora o início da colheita e avalia de forma positiva a safra 2026.

“A perspectiva esse ano é muito boa. O tempo correu muito bem aqui na propriedade, não tivemos intempéries. Comparado com o ano passado, esse ano a gente arriscou um pouco mais”

Segundo ele, o manejo adotado prioriza a qualidade da fruta e a segurança alimentar. “Essa uva faz mais de 30 dias que não recebe agrotóxico. Até ela ficar madura, vai dar cerca de 60 dias. O objetivo é chegar a um resultado final com uva livre de resíduos, para que quem consumir tenha saúde e bem-estar”, explica o produtor.

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Rigo também destaca a importância dos investimentos em estrutura e proteção dos parreirais, diante da instabilidade climática registrada nos últimos anos. “Hoje em dia é muito necessário investir. O tempo está muito instável, com risco de granizo e geada. Sem esses investimentos, não se consegue chegar a um bom resultado final. É uma forma de garantir uma produção segura”, reforça.

Atualmente, a propriedade conta com dois hectares de parreirais, cultivando as variedades Niágara Rosada e Niágara Branca. Outras uvas de mesa estão em fase final de amadurecimento, como Vitória, Núbia e Isis, que devem entrar em colheita nas próximas semanas.

Para o produtor, o sucesso da safra é resultado de trabalho contínuo ao longo de todo o ano. “É empenho e dedicação. O lugar que eu mais gosto de estar é aqui, caminhando nos parreirais, cuidando da produção. É o que eu gosto de fazer, e o resultado está sendo excelente”, relata.

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Fonte:
Ernesto Júnior e Fabiano Trindade | Rádio Videira

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