Cresce atenção para imigrantes venezuelanos em Videira diante de cenário internacional

Central do Imigrante reforça apoio, documentação e inserção no mercado de trabalho

Desde o último sábado, o mundo acompanha com atenção o cenário de instabilidade envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, o que reacende o debate sobre a migração venezuelana na América Latina. Em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, o tema ganha destaque diante do número crescente de imigrantes venezuelanos que buscam no município novas oportunidades de trabalho, renda e qualidade de vida.

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De acordo com a coordenadora da Central do Imigrante de Videira, Lúcia Moriggi, o trabalho desenvolvido no município é fundamental para garantir dignidade e regularização aos estrangeiros assim que chegam à cidade. Segundo ela, muitos venezuelanos optam por permanecer em Videira devido à oferta de empregos e às possibilidades de crescimento profissional.

“Eles veem oportunidades aqui. Muitos têm dupla jornada, trabalham em frigoríficos como a BRF e também no comércio, em mercados, e enxergam chance de crescimento”

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Lúcia destaca que a documentação correta é indispensável para que os imigrantes consigam se inserir no mercado de trabalho formal. Para solicitar a residência temporária de dois anos, os venezuelanos precisam apresentar a cédula de identidade venezuelana original, certidão de nascimento e certidão de antecedentes criminais. Após isso, a Central do Imigrante realiza o agendamento junto à Polícia Federal, onde é feita a coleta de biometria.

“Eles já saem da Polícia Federal com a documentação pronta para poder entrar no mercado de trabalho. Sem esses documentos, eles não conseguem se inserir formalmente”

Após os dois anos, a residência pode ser renovada. Caso estejam trabalhando e apresentem novamente a certidão criminal, os imigrantes podem obter uma autorização de até nove anos, avançando posteriormente para o processo de naturalização brasileira.

Para aqueles que chegam ao Brasil sem a documentação exigida, existe a alternativa do pedido de refúgio, que garante situação legal no país por um ano, com direito ao trabalho. Nesse caso, a renovação deve ser feita anualmente. “Mesmo no refúgio, eles podem trabalhar legalmente no Brasil”, explica a coordenadora.

Lúcia Moriggi acredita que novas levas de imigrantes venezuelanos possam chegar a Videira nos próximos meses, impulsionadas tanto pelo cenário internacional quanto pela demanda por mão de obra no município. “Videira precisa de pessoas para trabalhar em praticamente todas as áreas. Quando eles chegam, se qualificam e percebem que a cidade oferece oportunidades reais, acabam ficando”, conclui.

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Fonte:
Ernesto Júnior | Rádio Videira

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