No sítio da família Tineli, localizado na comunidade de Paiol da Pedra, interior do município de Macieira, uma área antes ocupada por reflorestamento de pínus passou por uma transformação significativa. O espaço deu origem a um pomar de noz-pecã, iniciativa que começou há cerca de uma década e hoje representa uma importante fonte complementar de renda para a família.
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De acordo com o produtor Tiago Tineli, a decisão de apostar na nova cultura surgiu após a participação em um curso realizado em 2016. “Tudo começou com um projeto da Epagri que chamou um pessoal para fazer falar sobre o assunto. E foi um curso ministrado em Treze Tílias, onde nós fomos convidados a participar, meu pai e eu. Então lá desencadeou a ideia de iniciarmos a plantação de noz-pecã. Demarcamos a área que antes era reflorestamento de pinheiro americano e demos início ao projeto”, comenta.
O plantio teve início com mudas vindas do Rio Grande do Sul e contou com suporte técnico especializado desde as primeiras etapas. Conforme Thiago, o planejamento inicial incluiu o mapeamento do terreno e a definição da quantidade de mudas. “Mapeamos o terreno para saber quantas mudas seriam plantadas e fizemos a solicitação”, lembra o produtor, dizendo que um dos principais desafios no início da atividade foi controlar a incidência de formigas que se alimentam da noz. “Foi um trabalho árduo de controle de pragas e também de limpeza do terreno”.
O acompanhamento técnico foi essencial no início da implantação. “Isso ajudou muito a termos uma ideia de distância entre os plantios, o clima e adaptação das mudas”, explica Thiago.
Atualmente, a propriedade conta com aproximadamente 300 árvores, e a produção cresce gradualmente a cada safra. A colheita ocorre entre os meses de abril e maio e segue sendo realizada de forma manual, estratégia adotada para preservar a integridade das plantas e garantir maior qualidade do produto.
“A colheita nossa é totalmente manual. Trabalhamos meu pai e eu com ganchos puxando os galhos. Por serem mudas novas, não trabalhamos com trator pois a vibração pode causar estresse na planta. Também tentamos ao máximo cuidar para não quebrar os galhos, pois eles irão produzir no próximo ano”, comenta o produtor.
Apesar das vantagens, o cultivo exige paciência. As nogueiras levam anos até atingir o auge produtivo. O trabalho no pomar é contínuo ao longo do ano de acordo com o pai Roberto Tineli, envolvendo limpeza da área, podas e cuidados com o solo. A família também estuda alternativas para otimizar o manejo, como o uso de animais para controle da vegetação. A colheita, no entanto, segue sendo uma atividade familiar, envolvendo até mesmo os netos, que participam com entusiasmo.
E na cozinha, a produção ganha novos usos pelas mãos de dona Irene Tineli, que explora receitas variadas com a noz-pecã, que além do sabor, é reconhecida pelos benefícios à saúde.




