A partir de 1º de abril, Santa Catarina dá início a mais uma temporada de colheita do pinhão, produto típico da região Sul e fortemente associado às áreas de serra. A maior parte da produção estadual está concentrada na região serrana, marcada pela presença de extensas florestas de araucária. Em 2025, os 18 municípios da Serra registraram a colheita de aproximadamente 5,4 mil toneladas, movimentando mais de R$ 32 milhões na economia local.
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Para 2026, no entanto, a expectativa é de uma redução significativa no volume colhido. A projeção aponta para uma queda de cerca de 32%, com a produção devendo atingir aproximadamente 3,7 mil toneladas. Apesar da diminuição, a tendência é de valorização do produto no mercado, impulsionada pela menor oferta. Assim, os preços pagos ao produtor podem se manter no mesmo patamar ou até superar os registrados no ano passado, quando a média foi de R$ 6,44 por quilo.
O pinhão desempenha papel importante na renda de milhares de famílias da Serra Catarinense. Dados indicam que, das cerca de 34 mil famílias rurais cadastradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na região, aproximadamente 10 mil — o equivalente a 30% — têm no produto uma fonte relevante de sustento.
“Em 2025, a colheita já havia sido menor em relação a 2024. E agora deve cair novamente. Em contrapartida, os valores pagos aos extrativistas deve compensar esta queda. Por isso, a Epagri acompanha os dados juntos aos municípios e oferece apoio técnico aos produtores para que possam aproveitar o máximo possível da safra, com segurança na colheita e qualidade na venda”, diz o gerente regional da Epagri em Lages, José Márcio Lehmann.




