Defeso do pinhão: entenda por que respeitar esse período

Durante esse período, que vai até 1º de abril, é proibido colher, transportar ou vender pinhão

O defeso do pinhão é uma medida essencial que vai muito além da simples tradição culinária do Sul do Brasil. Ele representa uma estratégia importante para preservar a floresta de araucárias, apoiar a agricultura familiar, manter a fauna silvestre alimentada e garantir a renda de milhares de famílias que dependem da coleta dessa semente durante o inverno.

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O período de defeso — que, por lei, proíbe a colheita, o transporte e a venda do pinhão antes do dia 1º de abril — foi instituído pela Lei Estadual nº 15.457/2011 e tem objetivos ambientais e socioeconômicos claramente definidos.

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O que é o defeso e por que ele existe

O “período de defeso” é um intervalo no calendário em que a legislação proíbe a extração antecipada do pinhão justamente para garantir que as sementes amadureçam completamente e possam completar seu ciclo natural de dispersão e germinação.

Durante esse processo, as pinhas se abrem e liberam pinhões naturalmente, que caem no solo e se tornam alimento para diversos animais silvestres e agentes dispersores da espécie, como aves e roedores, contribuindo para a regeneração da araucária, árvore que enfrenta ameaça de extinção.

Além disso, o pinhão maduro é essencial para muitas espécies da fauna regional, inclusive aves típicas das florestas de araucárias, que dependem dessa semente como fonte de alimento durante os meses frios.

Essa interação entre planta e animais fortalece a biodiversidade e ajuda a manter o equilíbrio ecológico do bioma.

Defeso do pinhão: entenda por que respeitar esse período
Foto: Divulgação

Importância econômica e cultural

O pinhão não é apenas um elemento da natureza: ele também desempenha um papel socioeconômico significativo.

A colheita legal do pinhão, após o fim do defeso, permite que famílias rurais tenham um rendimento extra durante o outono e o inverno, fortalecendo a agricultura familiar e impulsionando pequenos negócios locais ligados à venda do produto.

Ao respeitar o período estabelecido pela lei, a população contribui para a conservação da espécie Araucaria angustifolia, assegura a continuidade do ciclo natural da floresta e protege o modo de vida de quem vive do extrativismo do pinhão.

O respeito ao defeso é, portanto, uma forma de valorizar o meio ambiente, fortalecer a cultura regional e manter viva uma tradição que une natureza, economia e sociedade no Sul do Brasil.

Foto: Canva

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações PMSC Ambiental

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