“Agora vai ou para”: líder dos caminhoneiros pressiona governo por resposta

O líder Wallace Landim, o Chorão, avisou que, se não houver solução, a paralisação pode ser “igual ou maior” que a de 2018

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros no Brasil continua ganhando força e agora entra em um momento decisivo. As lideranças da categoria optaram por aguardar a publicação oficial das medidas anunciadas pelo governo federal antes de tomar uma decisão definitiva sobre uma paralisação nacional. No entanto, o clima entre os profissionais segue tenso, principalmente diante da alta do diesel e das dificuldades para manter a atividade lucrativa — um cenário que lembra diretamente a crise de 2018.

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Durante reunião recente, os representantes dos caminhoneiros deixaram claro que somente a formalização das novas regras poderá garantir se as reivindicações foram realmente atendidas.

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Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Abrava, a mobilização pode ganhar proporções ainda maiores desta vez.

Ele afirma que, sem acordo, a intenção é promover uma paralisação “igual ou maior” à anterior, ampliando a adesão para incluir motoristas autônomos, trabalhadores com carteira assinada e até condutores de aplicativos.

Além disso, o líder destaca que o momento atual é crítico para a categoria. “A dor” enfrentada agora, segundo ele, é semelhante à vivida anos atrás, quando o país sofreu com desabastecimento e impactos severos na economia.

Frete, diesel caro e risco de paralisação

Um dos principais pontos de conflito é o cumprimento do piso mínimo do frete. Embora essa regra tenha sido conquistada após a greve de 2018, muitos caminhoneiros afirmam que ela não é respeitada na prática.

Para enfrentar esse problema, o governo anunciou uma regulamentação mais rigorosa, que prevê punições mais duras para empresas que descumprirem a tabela.

Entre as novidades, está a chamada suspensão cautelar, que pode impedir empresas irregulares de operar antes mesmo do fim de processos administrativos.

De acordo com o ministro dos Transportes, “O foco vai ser a interrupção da irregularidade. A medida vai ao encontro do que os caminhoneiros solicitam. Uma medida preventiva que, quando reconhecer que o sujeito está agindo deliberadamente, suspende o direito de contratar frete de forma cautelar. Hoje a reguladora só pode agir ao final de uma ação contra empresas. E devemos suspender tanto contratante quanto transportador”.

Enquanto isso, o preço do diesel segue como principal fator de insatisfação

Mesmo após o governo anunciar a isenção de impostos e subsídios, os valores continuam subindo. Em poucos dias, o litro passou de R$ 6,10 para R$ 6,58, além de um reajuste de 11,6% nas refinarias.

Esse aumento foi influenciado pelo cenário internacional, especialmente pelos conflitos envolvendo o Irã.

Diante disso, cresce o risco de paralisação. Uma nova reunião está prevista para os próximos dias e deve ser decisiva.

Caso as medidas não atendam às expectativas, a categoria promete reagir, o que pode afetar o abastecimento, pressionar os preços e impactar toda a economia brasileira.

Guerra do ICMS trava redução do preço do diesel nos estados
Caminhão-tanque em posto de combustível 14/06/2004 REUTERS/Sergio Moraes

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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