O Brasil aparece como líder mundial em adoção de criptoativos, segundo o Geography of Cryptocurrency Report 2026, da Chainalysis. Em termos simples, o levantamento aponta que o país apresentou o maior nível de atividade e uso de criptomoedas entre os mercados analisados.
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Entre julho de 2025 e junho de 2026, foram movimentados US$ 252,5 bilhões em negócios ligados a criptoativos no Brasil. O valor representa 2,7% dos US$ 9,4 trilhões movimentados mundialmente e coloca o país à frente de mercados como Estados Unidos, Nigéria, Japão e Coreia do Sul.
Empresas também impulsionam o mercado
O uso de criptomoedas no Brasil vai além da compra e venda por investidores. Segundo o relatório, empresas também vêm utilizando stablecoins — moedas digitais que acompanham o valor de outros ativos, como o dólar — para operações de liquidez e transferências internacionais.
A Chainalysis aponta ainda como fatores que ajudam a explicar o desempenho brasileiro a maior clareza nas regras, os investimentos e o fortalecimento das empresas que atuam no setor.
Entre as mudanças estão as novas regras do Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais, com exigências relacionadas a governança, segurança, gestão de riscos, compliance e capital mínimo.
“Quando as regras chegam, a confiança vem junto”, escreve Julia Rosin, presidente da ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia), em posicionamento ao relatório.
Outro destaque é o crescimento das exchanges sediadas no Brasil. A participação dessas plataformas nos fluxos de criptoativos passou de 1,5% para 12,5%.

América Latina registra crescimento
Enquanto a atividade cripto global recuou 1,6% entre 2025 e 2026, a América Latina cresceu 9,8%. Segundo a Chainalysis, o avanço está ligado principalmente ao aumento do uso de stablecoins e à busca por alternativas diante da volatilidade cambial.
Na região, o Brasil também ampliou sua participação, passando de 31,6% da atividade em 2022 para 43,7% em 2026. Argentina e México aparecem na sequência, com US$ 88,5 bilhões e US$ 77,6 bilhões movimentados, respectivamente.
O relatório ainda aponta crescimento nas operações de menor valor. Transferências abaixo de US$ 100 aumentaram 78,4%, enquanto aquelas entre US$ 100 e US$ 1.000 cresceram 58,6%.
As stablecoins também ganharam espaço nas transações internacionais, cujos fluxos cresceram 77,5%, passando de US$ 124,2 bilhões para US$ 220,3 bilhões.essas de dinheiro, transações com fornecedores e até proteção de recursos também aparecem entre os usos dos criptoativos.



