Ituporanga, conhecida nacionalmente como a “Terra da Cebola”, no Alto Vale do Itajaí, declarou situação de emergência econômica devido à queda histórica nos preços da cebola, produto que sustenta grande parte da economia local. O decreto foi publicado pela prefeitura no dia 5 de fevereiro de 2026 e reconhece oficialmente a grave situação enfrentada pelos produtores rurais.
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Segundo a administração municipal, o preço pago atualmente pela cebola está abaixo do custo de produção, provocando prejuízos significativos, principalmente para os agricultores familiares, que dependem diretamente dessa cultura para gerar renda.
A queda nos valores compromete a renda das famílias e impacta a economia de Ituporanga, que tem na cebolicultura uma das principais fontes de empregos, comércio e serviços.
Ituporanga é reconhecida como um dos maiores polos produtores de cebola do Brasil, com safras que movimentam não só a agricultura, mas também o comércio local e a cadeia de serviços da região.
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A produção elevada, embora importante para consolidar a cidade como líder em cebola em Santa Catarina, acabou pressionando ainda mais os preços, gerando a crise atual.
Com o decreto de emergência econômica, a prefeitura passa a ter autorização para implementar medidas administrativas excepcionais, incluindo
- a priorização de políticas públicas voltadas ao setor,
- revisão de prazos administrativos,
- ampliação de programas de apoio à produção,
- acesso facilitado a crédito e
- renegociação de dívidas dos produtores.
Além disso, a medida permite articular apoio junto aos governos estadual e federal e a instituições financeiras, buscando auxílio técnico e financeiro e criando novos programas de manutenção da atividade rural.
A validade inicial da situação de emergência é de 180 dias, podendo ser prorrogada conforme avaliação da Secretaria Municipal de Agricultura, responsável pelo monitoramento do setor.
Em nota, a prefeitura ressaltou que o objetivo da medida é garantir a sustentabilidade da produção, proteger os produtores e minimizar os impactos sociais e econômicos da crise.

