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Preço dos alimentos recua pela primeira vez em 2026, aponta IBGE

Preço dos alimentos recua pela primeira vez em 2026, aponta IBGE

Foto: IA

O preço dos alimentos apresentou a primeira queda de 2026, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A retração foi impulsionada principalmente pelos alimentos consumidos dentro de casa, que registraram redução de 0,39% após vários meses de aumentos consecutivos.

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O movimento contribuiu para desacelerar a inflação oficial do país. Em junho, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,16%, o menor índice registrado para o mês nos últimos anos e também o resultado mais baixo desde outubro de 2025.

Entre os produtos que ajudaram a aliviar o orçamento das famílias brasileiras estão o café moído, que caiu 3,72% no mês, além do óleo de soja, das carnes em geral, com recuo de 0,64%, e das frutas, que ficaram 1,58% mais baratas. A redução desses itens foi determinante para conter o avanço da inflação no período.

Apesar da melhora observada em junho, o balanço do primeiro semestre revela que diversos produtos essenciais ainda acumulam aumentos expressivos.

Alimentos que mais subiram no primeiro semestre de 2026

Produtos que ficaram mais baratos

Entenda por que verduras e legumes ficaram mais caros

Embora alguns alimentos tenham apresentado queda nos preços, hortaliças e legumes registraram fortes aumentos ao longo dos seis primeiros meses do ano. As condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras foram apontadas como o principal fator para esse cenário.

O pepino liderou a lista de altas devido às temperaturas elevadas registradas em estados como São Paulo e Minas Gerais, que comprometeram a produtividade das lavouras e reduziram o volume colhido.

A cenoura também sofreu impacto das condições meteorológicas. O excesso de chuva favoreceu o surgimento de doenças nas plantações e prejudicou o desenvolvimento das raízes, diminuindo a oferta do produto.

Já o tomate enfrentou problemas provocados pelo frio fora de época e pela alta umidade. As condições atrasaram o amadurecimento dos frutos, aumentaram a incidência de fungos nas lavouras e reduziram a disponibilidade para comercialização, pressionando os preços ao consumidor.

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