Sucessão patrimonial: advogado orienta como organizar bens em vida e evitar conflitos familiares

Em entrevista à Rádio Videira, o especialista Otávio Perondi explica como testamentos, doações, contratos e holdings familiares podem facilitar a transferência de patrimônio

Organizar o patrimônio ainda em vida é uma das decisões mais importantes para quem deseja proteger a família e evitar disputas no futuro. O tema, que ainda gera dúvidas e é cercado por tabus, foi abordado pelo advogado Otávio Seemann Perondi, especialista em Direito Previdenciário e do Trabalho, e pós-graduando em Direito Sucessório, em entrevista ao programa Palavras em Ação, da Rádio Videira, no sábado, dia 7 de junho de 2025.

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O foco principal da conversa foi o planejamento patrimonial e sucessório, um conjunto de estratégias legais e financeiras que permitem a definição, ainda em vida, sobre como o patrimônio será transferido após a morte. Segundo Perondi, além de testamentos, existem diversas ferramentas jurídicas para estruturar essa organização, como contratos de união estável, pactos antenupciais, doações, seguros de vida, previdência privada e até a criação de holdings familiares.

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Sucessão patrimonial: advogado orienta como organizar bens em vida e evitar conflitos familiares; assista:

Quando e por que planejar a sucessão familiar?

“O planejamento patrimonial não deve começar apenas no fim da vida ou quando a pessoa já está doente. Ele deve ser pensado com antecedência, com calma e estratégia. A morte é a única certeza que todos temos, e se preparar para ela é um ato de cuidado com os herdeiros e com a própria história de quem construiu esse patrimônio”

De acordo com Perondi, é comum que a falta de planejamento leve a disputas judiciais entre herdeiros, bloqueio de bens, gastos excessivos com impostos e até a necessidade de vender patrimônios valiosos para cobrir os custos do inventário.

“Quando não há organização, o inventário se torna um processo lento, caro e desgastante. Em muitos casos, os familiares não têm recursos imediatos para pagar as taxas e tributos, e acabam se desfazendo de bens importantes”

Segundo Perondi, o ideal é contar com uma equipe multidisciplinar, formada por advogados, contadores e especialistas em tributação, para criar um planejamento eficiente, seguro e adequado à realidade da família.

Vantagens do planejamento sucessório

Além de evitar brigas familiares, o planejamento patrimonial oferece outras vantagens relevantes:

  • Redução de impostos e custos com inventário;
  • Agilidade na transferência dos bens;
  • Respeito à vontade do titular do patrimônio;
  • Proteção dos bens contra riscos futuros;
  • Organização jurídica e financeira da família.

“É muito importante lembrar que o objetivo do planejamento sucessório não é dificultar, e sim facilitar a vida dos herdeiros e preservar o patrimônio construído com esforço. Com a orientação correta, é possível evitar problemas, reduzir custos e passar por esse processo de forma mais tranquila”, concluiu Otavio.

Busque orientação especializada

Por se tratar de um tema técnico e sensível, o advogado orienta que as pessoas procurem profissionais especializados em direito sucessório, direito de família, contabilidade e tributação. Dessa forma, é possível garantir que o planejamento seja feito de forma correta, respeitando a legislação e as necessidades de cada família.

“Cada caso é único. Por isso, é essencial ter uma assessoria qualificada. Só assim é possível tomar decisões seguras, prevenir conflitos e garantir que a vontade da pessoa seja cumprida”

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Fonte:
Ernesto Júnior e João Luiz B. | RBV Rádios

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