A taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,1% no trimestre encerrado em novembro de 2024, o menor índice da série histórica, iniciada em 2012. A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27).
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O número representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 6,6%. Comparado ao mesmo período de 2023, quando o desemprego era de 7,5%, a redução foi de 1,4 ponto percentual.
Em termos absolutos, o número de pessoas desocupadas, ou seja, aquelas que não estavam trabalhando e buscavam emprego, chegou a 6,8 milhões. Este é o menor contingente de desocupados em uma década, desde o fim de 2014.
O estudo revelou também que houve uma diminuição de 7% na população desempregada em relação ao trimestre anterior, o que representa menos 510 mil pessoas sem emprego.
Em comparação ao ano passado, a queda foi ainda mais expressiva, com 1,4 milhão a menos de pessoas desocupadas, uma redução de 17,5%.
Indicadores positivos
Além da queda no desemprego, outros indicadores da pesquisa também são positivos. O nível de ocupação atingiu 58,8%, o maior da série histórica.
A população ocupada, ou seja, as pessoas com emprego, totalizou 103,9 milhões, também o maior número registrado até hoje.
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A população fora da força de trabalho foi de 66 milhões, e a população subutilizada somou 17,8 milhões, enquanto 3 milhões de pessoas foram classificadas como desalentadas, ou seja, que desistiram de procurar emprego.
Setores de trabalho e informalidade
O mercado de trabalho brasileiro também demonstrou dados expressivos. O número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39,1 milhões, o maior da série.
Por outro lado, o número de trabalhadores informais foi de 40,3 milhões, o que representa uma taxa de informalidade de 38,7%.
O total de empregados no setor privado foi de 53,5 milhões, e no setor público, o número de trabalhadores atingiu 12,8 milhões, outro recorde.
Rendimento da população
Os desempregados, em média, receberam R$ 3.285 por mês no trimestre encerrado em novembro, segundo o IBGE. Em comparação ao trimestre anterior, o rendimento ficou estável, mas houve um crescimento de 3,4% em relação ao ano passado.
O cenário, apesar de ainda contar com índices de informalidade e subutilização, mostra sinais positivos de recuperação econômica e uma redução contínua no desemprego no Brasil.
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