Temporais no RS geram prejuízos de R$ 500 milhões no agro

Estima-se que na agricultura, as perdas são de R$ 423,8 milhões, e na pecuária, de R$ 83 milhões

Temporais no RS geram prejuízos de R$ 500 milhões no agro, agricultura e na pecuária, informa a Confederação Nacional de Municípios (CNM).

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O valor ainda é parcial, uma vez que apenas 25 municípios dos 336 listados no reconhecimento estadual e federal de Estado de Calamidade Pública registraram os prejuízos sofridos.

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Somente na agricultura, as perdas são de R$ 423,8 milhões, e na pecuária, de R$ 83 milhões.

Levando em conta o total da economia afetada no estado, os valores já somam R$ 967,2 milhões.

Além disso, a CNM informa que, “considerando que o foco ainda é em salvar vidas, o valor total dos danos e prejuízos irá aumentar à medida que as águas forem baixando e os gestores locais conseguirem contabilizar esses dados”.

O temporal já deixou mais de 80 mortos e 100 desaparecidos.

Perdas na lavoura

As perdas no campo foram generalizadas. No último domingo (5), o Globo Rural mostrou lavouras de arroz, soja e hortaliças inundadas, além disso muitos animais morreram.

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Perdas estimadas pela consultoria Datagro

  • Arroz: a consultoria Datagro prevê que as perdas apenas na produção de arroz sejam de R$ 68 milhões, totalizando 10% a 11% do total cultivado. O RS responde por 70% da produção nacional do grão. A estimativa era de que o estado colhesse 7,5 milhões toneladas de arroz este ano. Mas, com a tragédia, a safra deve ficar próxima das 6,7 milhões ou 6,8 milhões de toneladas, podendo gerar impactos na inflação, ressalta a consultoria.
  • Soja: perdas de 3% a 6%, com prejuízo entre R$ 125 milhões e R$ 155 milhões a produtores. Segundo a consultoria, essa redução deve ter “algum impacto” de alta sobre as cotações internacionais e domésticas.
  • Milho: perdas de 2% a 4%, com prejuízo de R$ 7 milhões a R$ 12 milhões. “Também aqui com leve impacto altista imediato sobre os preços locais. Mas sem peso para mexer significativamente no cenário de preços conservador do mercado internacional”, afirma a consultoria.
Fonte:
G1

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