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Ex-presidente do Rioprevidência, natural de Campos Novos, é preso pela PF

Ex-presidente do Rioprevidência, natural de Campos Novos, é preso pela PF

Foto: Reprodução/TV Globo

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, natural de Campos Novos, foi preso na última terça-feira (3) em uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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A detenção ocorreu em Itatiaia, no Sul Fluminense, quando Deivis viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro.

A prisão é um desdobramento da segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga irregularidades e crimes financeiros durante a gestão do fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro.

Como ocorreu a prisão

Deivis retornava de uma viagem aos Estados Unidos e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Logo em seguida, alugou um veículo para seguir viagem por terra até a capital fluminense.

Entretanto, durante o trajeto pela Rodovia Presidente Dutra, o ex-gestor foi interceptado pelas autoridades. Ele foi inicialmente encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, transferido para o Rio de Janeiro.

Nesta fase da operação, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão, realizados em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Os outros alvos da operação são os irmãos Rodrigo Schmitz e Rafael Schmit, presos em Itapema por policiais do Grupo de Capturas da PF.

Segundo o advogado Paulo Klein, responsável pela defesa de Deivis, ele não irá se manifestar sobre o caso.

Investigação e esquema financeiro

Deivis comandava o Rioprevidência — Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro — até 23 de janeiro, quando renunciou ao cargo após uma primeira fase da operação, que apurou suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção envolvendo investimentos no Banco Master.

Entre 2023 e 2024, o fundo aplicou quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Master, títulos de alto risco sem cobertura do fundo garantidor de crédito. Essas operações colocaram em risco a aposentadoria e pensões de 235 mil servidores públicos do estado.

Desde então, o Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) acompanha os aportes e, em outubro de 2025, proibiu novas aplicações no banco, alertando para a possível gestão irresponsável de recursos.

Na primeira fase da Operação Barco de Papel, a PF cumpriu mandado de busca no apartamento de Deivis, identificando movimentações suspeitas, retirada de documentos, manipulação de provas digitais e transferência de bens, incluindo dois veículos de luxo, para terceiros.

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