O julgamento de Claudia Tavares Hoeckler, acusada de matar o marido Valdemir em novembro de 2022, avançou para seu segundo dia nesta sexta-feira (29), na Câmara de Vereadores de Capinzal. O caso ganhou repercussão regional intensa, acompanhada por imprensa e comunidade.
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No primeiro dia, realizado na quinta (28), foram ouvidas dez pessoas, entre defesa e acusação. Duas testemunhas faltaram, reduzindo a lista prevista.
Os depoimentos reconstruíram conflitos familiares e episódios de violência que envolvem o casal. Então, chegou o momento mais esperado: o depoimento da ré.
Claudia iniciou sua fala afirmando que “finalmente poderia contar sua versão dos fatos”.
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Ela chegou a reconhecer o crime, mas alegou legítima defesa, citando “pressão e medo” no relacionamento.
Contudo, minutos depois, ela passou mal, foi retirada por policiais e atendida pelo Corpo de Bombeiros.
A juíza, em comum acordo com defesa e acusação, decidiu suspender a sessão antes do previsto devido ao quadro de saúde da ré.
Com a parada, os jurados seguiram isolados em hotel local, enquanto a acusada foi novamente levada ao presídio de Joaçaba.
O julgamento prosseguiu na manhã desta sexta com o interrogatório de Claudia. A juíza retoma os questionamentos, que incluíram Ministério Público, defesa e os jurados, respeitando o direito da ré ao silêncio.
Em seguida, ocorrerão os debates entre acusação e defesa, leitura dos quesitos e a votação sigilosa pelos jurados.
A sentença será lida ao final do dia, e espera-se que os trabalhos se estendam com intervalos programados.