A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Vereadores de Joaçaba segue avançando nas investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos do município. Conforme apurado até agora, há indícios de que valores pertencentes à prefeitura teriam sido desviados por meio de transferências realizadas diretamente das contas institucionais para a conta pessoal do então tesoureiro.
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De acordo com os levantamentos iniciais, o ex-servidor possuía contas como pessoa física nas mesmas instituições financeiras utilizadas pela prefeitura para o recebimento de tributos, incluindo repasses como o ICMS. Esse cenário levantou suspeitas de que ele teria se aproveitado do acesso privilegiado para efetuar movimentações consideradas irregulares.
A CPI é composta pelos vereadores Diego Bairros (presidente), Jean Calza (relator) e Ricardo Menezes (membro), que seguem em busca de novos dados junto aos bancos onde foram identificadas operações atípicas. O objetivo é esclarecer de que forma essas transações foram realizadas e quem mais poderia ter participação ou conhecimento dos fatos.
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Na tarde de segunda-feira (03), os parlamentares ouviram o gerente-geral da Caixa Econômica Federal de Joaçaba, Ricardo Scalabrin. Durante o depoimento presencial, ele respondeu a questionamentos relacionados aos procedimentos de criação de senhas, validações eletrônicas e acessos às contas públicas.
Ainda no mesmo dia, mas de forma remota, foi ouvido o gerente de relacionamento do setor público do Banco do Brasil, da unidade de Videira, Adriano Matielo. As perguntas seguiram a mesma linha, focando principalmente nos mecanismos de segurança adotados para acesso às contas e na geração de credenciais.
Segundo os membros da comissão, já é possível identificar que o ex-tesoureiro, que foi exonerado do cargo, utilizava tanto suas próprias senhas quanto credenciais de terceiros para viabilizar as operações financeiras. Essas transações, conforme destacado, exigiam obrigatoriamente duas assinaturas distintas para serem autorizadas.
“O que ainda não temos conhecimento é como ele tinha acesso as senhas que não eram as dele”, informam os vereadores.
Para dar continuidade às apurações, novas oitivas já estão agendadas para a próxima segunda-feira, dia 11 de maio. Foram convocados para prestar esclarecimentos o atual prefeito Vilson Sartori, o ex-prefeito Dioclésio Ragnini e o vice-prefeito Jorge Dresch, que também já ocupou o cargo de secretário de Finanças.




