O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), voltou a criticar decisões do governo federal relacionadas à pesca da tainha. Em vídeo divulgado nas redes sociais na tarde de quarta-feira (10), o chefe do Executivo catarinense afirmou que “o problema da tainha sempre foi político”, ao comentar as restrições impostas à atividade pesqueira no estado.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
A polêmica envolve a suspensão da pesca artesanal de tainha na modalidade de arrasto de praia, determinada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura no último domingo (7). A justificativa apresentada pelo governo federal foi a necessidade de preservação da espécie, uma vez que a safra já havia alcançado aproximadamente 90% da cota definida para a temporada.
Governador questiona sistema de cotas
Durante o pronunciamento, Jorginho Mello contestou o modelo de cotas aplicado à pesca da tainha, mecanismo que passou a ser adotado no ano passado. Segundo ele, a medida trouxe prejuízos para trabalhadores que dependem da atividade durante o período da safra.
“Neste ano, pela primeira vez na historia, o pescador foi impedido de pescar em plena safra da tainha. O motivo, segundo o governo federal, é para preservar a espécie”, afirmou o governador em um dos trechos do vídeo divulgado nas plataformas digitais.
Veja também
Eduardo Bolsonaro apoia Júlia Zanatta para vice de Flávio
SC recebe debate sobre aumento do teto do MEI e atualização do Simples Nacional
Críticas ao governo federal
Na sequência da publicação, Mello também relacionou a decisão sobre a pesca ao cenário político. O governador mencionou uma aparição pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado de Décio Lima (PT), apontado como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.
“Dois dias de protesto, o presidente Lula aparece com o seu candidato ao Senado, dizendo que mandou resolver o problema. E diz que librou mas só para o Norte do estado”, declarou o governador.
Debate segue em andamento
A restrição à pesca da tainha tem gerado manifestações de pescadores, entidades do setor e lideranças políticas catarinenses. O tema continua mobilizando discussões entre representantes do governo estadual e do governo federal, especialmente em regiões litorâneas onde a atividade possui forte importância econômica, cultural e social.
Enquanto isso, o setor aguarda novos desdobramentos sobre as regras da safra e possíveis ajustes nas medidas adotadas para o controle da captura da espécie.

