Avião que caiu no litoral do RS não tinha caixa-preta

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar responsabilidades criminais, enquanto o Cenipa conduz investigação técnica

O avião Piper Jetprop DLX que caiu sobre um restaurante em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na manhã de sábado (4), não possuía caixa-preta, informou o delegado Marco Swirski ao g1 nesta segunda-feira (6). O equipamento, que registra dados e áudios da aeronave, não é obrigatório para esse modelo.

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Todas as quatro pessoas que estavam a bordo morreram no acidente, entre elas os empresários casados Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o sócio da empresa de aviação Renan Saes e o piloto Nelio Pessanha.

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A Polícia Civil abriu inquérito para apurar responsabilidades criminais e esclarecer todas as circunstâncias do acidente.

“No momento, a prioridade é a apuração técnica do evento, que vai indicar qual causa, ou causas, que levou ao acidente. Assim, somente com os laudos e análises concluídos será possível avaliar eventuais responsabilidades penais”, explicou Swirski.

Além disso, familiares das vítimas, testemunhas e pessoas ligadas à empresa proprietária da aeronave estão sendo ouvidos.

Paralelamente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Aeronáutica, conduz investigação técnica para identificar fatores humanos, materiais e operacionais que possam ter contribuído para a queda.

O coronel da reserva Vanius Cesar Santarosa enfatiza o caráter preventivo do trabalho:

“Descobrir as causas para que o acidente não volte a acontecer”. Os investigadores analisam destroços, documentação, fotografias, condições meteorológicas, tráfego aéreo e registros da aeronave, com relatório preliminar previsto para 30 dias, embora o prazo final não tenha data definida.

A aeronave, matrícula PS-RBK, estava em situação normal de aeronavegabilidade, fabricada em 1999, com seis assentos e peso máximo de decolagem de 1.970 quilos.

O voo, que partiu de Itápolis (SP) com escala em Forquilhinha (SC), era uma demonstração para potenciais compradores. Fontes apontam que o avião pode não ter atingido velocidade adequada para decolagem devido ao vento de cauda.

Os corpos foram liberados pelo Instituto-Geral de Perícias do RS e velados em cidades de três estados diferentes. A investigação segue em andamento, com análises completas para esclarecer as causas e prevenir futuros acidentes.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações G1

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