O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou um homem e uma mulher pelo crime de latrocínio – roubo seguido de morte – praticado contra um idoso de 65 anos, em Caçador, no Meio-Oeste catarinense. O crime teria ocorrido entre a noite de 9 de maio e a madrugada de 10 de maio, dentro da residência da vítima.
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Além da responsabilização criminal, a 4ª Promotoria de Justiça de Caçador solicitou à Justiça a fixação de um valor mínimo para reparar os danos materiais e morais causados pelo crime. A denúncia já foi recebida pelo Judiciário, e os dois acusados seguem presos preventivamente.
Investigação aponta crime planejado
De acordo com a denúncia, a mulher acusada vivia em situação de vulnerabilidade e havia sido acolhida pelo idoso, passando a morar na residência dele.
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Segundo o Ministério Público, durante esse período ela teria descoberto que a vítima mantinha uma quantia em dinheiro no imóvel. A partir dessa informação, ela e o outro denunciado teriam planejado o roubo.
Conforme a ação penal, os dois abordaram o idoso dentro da própria casa e exigiram a entrega do dinheiro. Em seguida, teriam iniciado uma sequência de agressões com pedaços de madeira e chutes.
Vítima teria sido agredida com extrema violência
Ainda segundo o MPSC, mesmo após a vítima cair no chão, as agressões continuaram e atingiram diversas partes do corpo. A denúncia também relata que os acusados teriam apertado o pescoço do idoso utilizando um fio ou uma corda.
Um laudo pericial anexado ao processo concluiu que os ferimentos provocados durante as agressões causaram a morte da vítima. Após o crime, os denunciados teriam fugido levando dinheiro em espécie.
Ministério Público pede manutenção da prisão
O promotor de Justiça Marco Antônio Vargas Sandi, responsável pela ação penal, destacou a gravidade do caso e defendeu a permanência da prisão preventiva dos acusados.
“O Ministério Público busca a devida responsabilização criminal dos envolvidos, os quais se valeram da boa-fé e da hospitalidade inicial concedida pela vítima e, de forma oportunista e violenta, optaram por ceifar uma vida, em busca da livre obtenção de valores que a eles não pertenciam, a apontar para a ocorrência de um latrocínio consumado”, ressaltou.
Com o recebimento da denúncia, o processo seguirá para a fase de instrução, quando serão produzidas as provas e ouvidas as testemunhas antes do julgamento.



