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Comarca de Tangará reforça time para levar cultura de paz às escolas

Comarca de Tangará reforça time para levar cultura de paz às escolas

Fotos: DCOM/TJSC

A comarca de Tangará amplia o uso da Justiça Restaurativa no município após experiência exitosa em trabalho em uma unidade escolar. Com a capacitação de novos profissionais ligados ao Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, a comarca passa a contar com seis facilitadores aptos a conduzir práticas restaurativas voltadas à resolução de conflitos, promoção da cultura de paz e fortalecimento dos vínculos familiares.

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A iniciativa surgiu a partir dos resultados obtidos em um projeto desenvolvido ao longo do último ano com estudantes de uma escola do município. Durante meses, adolescentes participaram de círculos de construção de paz conduzidos pela assistente social forense Myriane Gonçalves da Silva, atividade que permitiu o debate de temas escolhidos pelos próprios jovens e estimulou o diálogo, a escuta e a convivência respeitosa.

Segundo Myriane, a experiência demonstrou o potencial das práticas restaurativas para prevenir conflitos e fortalecer as relações dentro e fora do ambiente escolar. “A ideia é ampliar o número de facilitadores aqui da comarca para que possamos desenvolver mais atividades restaurativas, principalmente nas escolas, mas também com famílias e em outras demandas que chegam ao Judiciário”, diz a servidora que, antes, era a única facilitadora capacitada. “Agora somos seis pessoas preparadas para atuar e disseminar essas práticas no município”, destaca a assistente social.

A escolha de Tangará para receber novas vagas de formação partiu da equipe de Justiça Restaurativa da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ), que identificou o trabalho desenvolvido na comarca como uma experiência com potencial de expansão. Além da assistente social forense, profissionais das áreas de educação e assistência social participaram da capacitação. O curso teve 70 horas/aula e foi viabilizado pela Academia Judicial.

Neste projeto realizado com estudantes do ensino fundamental, eles refletiram sobre temas como violência contra a mulher, bullying e prevenção ao uso de drogas. As atividades incentivaram a escuta ativa, a empatia e a construção coletiva de soluções para situações de conflito. Ao final do ciclo, os próprios adolescentes relataram melhorias no relacionamento com colegas e familiares, além de maior respeito às diferenças.

A servidora diz que a proposta agora é formar um grupo local de facilitadores para atender demandas da própria comarca. Entre as possibilidades estão círculos de construção de paz em escolas, atividades com famílias de crianças e adolescentes acolhidos e ações voltadas à resolução pacífica de conflitos familiares.

Para Myriane, ampliar o número de facilitadores é possibilitar que a Justiça Restaurativa se consolide no município. “Quando as pessoas aprendem que os conflitos podem ser resolvidos por meio do diálogo e da construção coletiva de soluções, elas se tornam protagonistas de uma convivência mais saudável. Nossa intenção é levar essa cultura para cada vez mais espaços da comunidade”, conclui.

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