O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que recebeu o passaporte da modelo Eliza Samudio, ex-companheira do goleiro Bruno, condenado pelo assassinato dela. O documento chegou ao consulado na sexta-feira (2) e, no mesmo dia, teve sua destinação consultada junto ao Itamaraty, em Brasília.
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A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores nesta terça-feira (6). Até a última atualização, não havia detalhes sobre como o passaporte de Eliza foi parar em Portugal. O documento foi localizado no país europeu e encaminhado às autoridades brasileiras.
Segundo o Itamaraty, a orientação é que o passaporte — já expirado e cancelado — seja remetido à sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, onde ficará à disposição da família.
O que diz a família
Maria do Carmo, madrinha do filho de Eliza com Bruno e representante legal de dona Sônia, mãe da modelo, afirmou que não há qualquer dúvida de que Eliza está morta, apesar da localização do documento.
A família classificou a repercussão do caso como lamentável e uma “crueldade” com dona Sônia e com o neto Bruninho, destacando que a mãe da vítima “não tem paz”. Maria do Carmo disse ainda que não sabe se o passaporte é verdadeiro, mas que, se for, a família quer ter acesso ao documento.
Caso Eliza Samudio
Eliza Samudio desapareceu em 2010, aos 25 anos, e seu corpo nunca foi encontrado. Ela era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, então titular do Flamengo, que não reconhecia a paternidade à época.
Em março de 2013, Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, recebendo pena de 22 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver de Eliza, além do sequestro do filho. Ele passou ao regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.
A ex-mulher do atleta, Dayanne Rodrigues, foi julgada no mesmo processo e absolvida. Luiz Henrique Romão (Macarrão) e Fernanda Gomes de Castro já haviam sido condenados em novembro de 2012. Macarrão, ex-policial militar e amigo de Bruno, foi condenado a 15 anos por sequestro e cárcere privado, com posterior progressão de regime.
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola) recebeu 22 anos de prisão. Em agosto de 2013, Elenilson da Silva e Wemerson Marques (Coxinha) foram condenados por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza, com penas em regime aberto.
O crime
De acordo com a denúncia, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), onde permaneceu em cárcere privado. Em seguida, foi entregue a Marcos Aparecido dos Santos, que a asfixiou e ocultou o corpo, jamais localizado. O bebê Bruninho foi encontrado com terceiros em Ribeirão das Neves (MG).




