Uma multidão acompanhou, nesta terça-feira (3), as cerimônias de despedida das 168 meninas mortas após um ataque à Escola Primária Feminina Shajareh Tayyebeh, localizada em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. O episódio ocorreu no primeiro dia de uma ofensiva militar atribuída por autoridades iranianas aos Estados Unidos e a Israel, sendo descrito pelo governo local como um “massacre”.
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De acordo com informações divulgadas pela CNN, além das 168 estudantes, 14 professoras também perderam a vida no ataque à unidade de ensino. Outras 95 pessoas ficaram feridas. Imagens que circularam nas redes sociais e em veículos de comunicação locais mostram que ao menos metade da estrutura de dois andares foi destruída pela explosão registrada no último sábado.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou na segunda-feira (2), por meio da rede social X, que mais de 160 meninas inocentes foram mortas durante o bombardeio conjunto. Em sua publicação, declarou: “Estas são sepulturas que estão sendo cavadas para mais de 160 meninas inocentes que foram mortas no bombardeio conjunto EUA-Israel a uma escola primária. Seus corpos foram dilacerados. Eis como o ‘resgate’ prometido pelo Sr. Trump se apresenta na realidade. De Gaza a Minab, inocentes assassinados a sangue frio”.
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A agência estatal IRNA classificou as vítimas como “mártires do regime sionista maligno”, em referência a Israel. O governo iraniano sustenta que a escola foi atingida logo nos primeiros momentos da ofensiva militar iniciada no fim de semana, conforme também relatado pela CNN.
Por outro lado, tanto os Estados Unidos quanto Israel negam que tenham direcionado ataques contra alvos civis. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que “não alvejaríamos uma escola deliberadamente”, ressaltando que as ações militares estariam concentradas em estruturas consideradas estratégicas.
O caso intensificou a tensão diplomática e ampliou a repercussão internacional em torno do conflito, enquanto familiares e moradores locais seguem em luto pelas vítimas.





