Governo cria 144 vagas em presídio e defende trabalho obrigatório de detentos

Nova estrutura busca reduzir superlotação e reforçar segurança no sistema prisional

O Presídio Regional de Canoinhas, no Norte de Santa Catarina, passou por uma ampliação que adicionou 144 novas vagas ao sistema prisional da região. A obra foi entregue pelo Governo do Estado após 16 anos da inauguração da unidade e faz parte do plano estadual de expansão do sistema penitenciário catarinense.

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Com investimento superior a R$ 6,6 milhões, a ampliação contemplou a construção de uma nova ala com celas projetadas para abrigar até oito internos, além de melhorias estruturais e reforço nos sistemas de segurança da unidade.

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Segundo o governo estadual, a iniciativa tem como objetivo reduzir a superlotação nas unidades prisionais e proporcionar melhores condições tanto para os detentos quanto para os servidores que atuam no local.

Governo aposta em expansão do sistema prisional

A entrega da nova ala ocorreu na última terça-feira (12) e integra um pacote maior de investimentos que prevê a criação de milhares de vagas no sistema prisional catarinense.

Durante a cerimônia, o governador Jorginho Mello destacou que Santa Catarina trabalha na ampliação da estrutura carcerária aliada a ações de ressocialização dos detentos por meio do trabalho.

“Ampliação do Presídio de Canoinhas entregue, são mais 144 vagas. Aqui em Santa Catarina a gente está criando 9 mil vagas para bandidagem. Só tem um detalhe: o preso entra e trabalha para pagar esse investimento todo que a gente está fazendo”, declarou.

Trabalho de presos é apontado como ferramenta de ressocialização

De acordo com o governador, o modelo adotado pelo Estado prevê que os detentos recebam remuneração pelas atividades desempenhadas dentro do sistema prisional. O valor é dividido entre custeio da permanência no sistema, auxílio às famílias e uma reserva financeira para o período após o cumprimento da pena.

“Trabalha, ganha um salário, 25% que fica para o Estado, para a estadia, 50% vai para a família, nos outros 25% ficam numa poupança para que quando ele ganhar a liberdade, ele tenha um dinheirinho para recomeçar”, completou.

Ainda segundo Jorginho Mello, o objetivo é oferecer oportunidades de qualificação e reintegração social aos presos, reduzindo as chances de reincidência criminal.

“Sai da cadeia com um dinheirinho e sabendo trabalhar em outras áreas para não cometer o mesmo erro. É por isso que somos o Estado mais seguro do Brasil. O nosso plano de segurança tem início, meio e fim”, afirmou.

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