Ver resumo
- O Ministério do Trabalho atualizou a Lista Suja com novos registros de exploração laboral.
- Santa Catarina acumula 95 trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão desde 2024.
- A inclusão no cadastro pode restringir o acesso a crédito bancário e contratos públicos para os empregadores.
Santa Catarina tem nove empregadores com registros ativos no Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. A atualização semestral foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na terça-feira (6), com 82 novas inclusões em 21 unidades da Federação.
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De acordo com os dados divulgados, seis empregadores catarinenses foram incluídos na lista em 2026, relacionados a ocorrências que envolveram 31 trabalhadores. Considerando os registros contabilizados desde 2024, o total de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em casos relacionados a Santa Catarina chega a 95.
Lista reúne casos em diferentes atividades
Entre os empregadores que aparecem no cadastro estão pessoas físicas e empresas relacionadas a atividades como
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- cultivo de hortaliças,
- lavouras temporárias,
- criação de bovinos e suínos,
- cultivo de arroz,
- produção de carvão vegetal e
- serviço doméstico.
Os registros incluem ocorrências em municípios catarinenses como
- Itapiranga,
- Chapadão do Lageado,
- São José do Cerrito,
- Benedito Novo,
- Florianópolis,
- Jupiá e
- Içara.
Um dos empregadores está cadastrado em Santa Catarina por uma fiscalização realizada em Encruzilhada do Sul, no Rio Grande do Sul.
O levantamento também cita um empregador registrado sob a unidade da Federação do Distrito Federal, mas relacionado a uma fiscalização em um canteiro de obras em Itajaí, onde 55 trabalhadores foram resgatados em 2024.
Minas Gerais lidera os novos registros
No cenário nacional, Minas Gerais aparece com 19 novas inclusões, seguido pela Bahia, com oito, e Amazonas e Maranhão, com seis cada. A atualização reúne 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, relacionadas a operações realizadas entre 2024 e 2026, nas quais 553 trabalhadores foram resgatados.
Entre as atividades com mais registros no país estão a criação de bovinos para corte, com oito casos; o serviço doméstico, com sete; a produção de carvão vegetal e o cultivo de café, com seis cada; e a construção de edifícios, com cinco.
Como funciona a Lista Suja
Os nomes permanecem públicos no cadastro por dois anos. A inclusão ocorre após a conclusão definitiva do processo administrativo, com garantia do contraditório e da ampla defesa em duas instâncias. Nesta atualização, 151 nomes foram retirados após o cumprimento do prazo regulamentar.
Embora não seja uma sanção por si só, a presença na lista pode afetar relações comerciais e o acesso a crédito e financiamentos, conforme critérios adotados por instituições financeiras e empresas.
As fiscalizações são coordenadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, em conjunto com órgãos como Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União. Denúncias podem ser feitas de forma confidencial pelo Sistema Ipê, plataforma oficial do MTE em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.




