Mais de 20 vítimas denunciam cirurgião plástico em Santa Catarina

Além do CRM e PCSC, Procon e Ministério Público investigam cirurgião por denúncias de lesões graves e práticas enganosas em procedimentos estéticos

O Procon de Santa Catarina abriu um processo administrativo para investigar denúncias de pelo menos 20 vítimas lesadas pelo cirurgião plástico Marcelo Evandro dos Santos. O médico já enfrenta um processo administrativo no Conselho Regional de Medicina e foi indiciado pela Polícia Civil por causar lesões gravíssimas durante procedimentos estéticos em uma paciente de Florianópolis, também respondendo a ações na esfera cível.

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Nesta quinta-feira (17), o Procon ouviu Letícia Mello, uma paciente que ficou internada por mais de dois meses após intervenções estéticas com Santos. Letícia relatou ter gasto R$ 600 mil em uma cirurgia corretiva com outro profissional após complicações.

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Além disso, a atuação de do cirurgião plástico está sendo investigada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que examina a legalidade das cirurgias plásticas oferecidas em um pacote denominado ‘X-Tudo’.

Esse nome se refere ao conjunto de procedimentos realizados simultaneamente, que, segundo o MPSC, pode induzir o consumidor a erros e riscos à saúde, violando direitos básicos à segurança.

A defesa de Santos afirmou que ele prestará todos os esclarecimentos necessários e que está confiante em sua absolvição.

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O caso ganhou notoriedade após Letícia relatar queimaduras, necrose e perda de tecido decorrentes de 12 procedimentos realizados em uma só vez. Outras pacientes também relataram lesões semelhantes em reportagens recentes.

O MPSC notificará o Conselho Regional de Medicina para verificar a regularidade da atuação de Santos e vai solicitar informações do médico e das pessoas que o denunciaram.

O objetivo é apurar se ele está esclarecendo adequadamente os riscos associados às cirurgias, especialmente quando múltiplos procedimentos são realizados simultaneamente.

O Promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto destacou que as pacientes podem ter sido induzidas a erro pela promessa de resultados satisfatórios, que não se concretizaram.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações G1

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