O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu investigação após a morte de uma mulher e um surto de intoxicação alimentar que afetou mais de 100 pessoas em uma pizzaria de Pombal, no Sertão do estado. O caso ganhou grande repercussão depois que dezenas de clientes apresentaram sintomas graves e procuraram atendimento médico em hospitais da região.
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A mulher que faleceu foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Ela passou mal após comer na pizzaria no domingo (15) e foi internada no Hospital Regional de Pombal na segunda-feira (16), com vômitos, diarreia e fortes dores abdominais.
O quadro evoluiu rapidamente, e Rayssa foi transferida para a UTI, mas infelizmente faleceu na manhã de terça-feira (17), às 8h59.
No total, 114 pessoas buscaram atendimento médico após consumirem alimentos no estabelecimento.
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Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), 40 pessoas foram atendidas, enquanto outras 74 deram entrada no Hospital Regional, incluindo casos registrados no domingo e na segunda-feira.
Apenas uma criança de oito anos permanece internada; os demais pacientes já receberam alta.
Fiscalização e medidas adotadas
Após o surto, a Vigilância Sanitária de Pombal interditou a pizzaria. Durante a inspeção, foram encontradas irregularidades sanitárias, como insetos no local, armazenamento inadequado de alimentos e condições precárias de higiene.
Os alimentos e insumos apreendidos serão analisados em laboratório para confirmar a causa da contaminação.
O MPPB solicitou informações à Vigilância Sanitária, à Polícia Civil e ao Hospital Regional para coletar dados que possam orientar as próximas medidas, incluindo possíveis sanções administrativas e responsabilização criminal, caso as irregularidades sejam confirmadas.
Posicionamento do proprietário
O dono da pizzaria lamentou a morte da cliente e afirmou que está colaborando integralmente com as investigações, buscando entender o que pode ter provocado o surto de intoxicação alimentar. A Prefeitura de Pombal reforçou que todas as medidas de segurança e fiscalização estão sendo adotadas e que a situação segue monitorada pela Agevisa.

