Um pastor investigado por uma sequência de crimes sexuais foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (23), durante a Operação Fé Cega, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ele é suspeito de cometer estupro e violação sexual mediante fraude contra fiéis no município de Itaiópolis, localizado no Planalto Norte catarinense.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
As investigações tiveram início após denúncias formalizadas por três vítimas diferentes, que relataram abusos cometidos em contextos religiosos. A prisão preventiva foi cumprida no bairro Água Verde, em Jaraguá do Sul, onde o suspeito foi localizado pelas equipes policiais.
A operação foi coordenada pela Delegacia da Comarca de Itaiópolis, com apoio das delegacias de Rio Negrinho, Jaraguá do Sul e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Jaraguá do Sul, que atuaram de forma integrada para o cumprimento da ordem judicial.
Como o suspeito agia para cometer os crimes
De acordo com a apuração policial, o investigado utilizava sua posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das fiéis. Aproveitando-se da credibilidade associada ao cargo, ele se aproximava das vítimas sob o pretexto de oferecer apoio espiritual, orações e rituais religiosos.
Os abusos, conforme apontam os relatos, ocorreram tanto nas residências das vítimas quanto dentro do próprio templo religioso. Em alguns casos, o pastor utilizava óleos durante os supostos rituais, o que deixava as fiéis em estado de confusão mental e, em determinadas situações, inconscientes, facilitando a prática dos crimes.
“A prisão deste indivíduo é uma resposta firme contra crimes que se aproveitam da fé e da vulnerabilidade das pessoas”, afirmou o delegado Wagner Meirelles, responsável pela investigação.
Após o cumprimento dos trâmites legais, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil destacou ainda a importância da denúncia de crimes de violência sexual e reforçou que as vítimas contam com sigilo, acolhimento e proteção durante todo o processo investigativo.

