O caso da estudante brasileira de Medicina Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de Santa Catarina, ganhou repercussão internacional após sua morte ser investigada como feminicídio no Paraguai. O principal suspeito é o ex-namorado da vítima, o estudante Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, que não havia sido localizado até a manhã desta terça-feira (28).
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De acordo com as investigações e informações divulgadas pelo jornal local ABC Color, o suspeito teria utilizado o celular da vítima após o crime para enviar mensagens à colega de quarto de Julia.
Nas conversas, ele afirmava que “estava tudo bem” e que iria “terminar o relacionamento definitivamente”, numa tentativa de despistar a situação.
Crime brutal ocorreu dentro do apartamento da vítima
Julia foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava com uma amiga, localizado na Avenida Capitán del Puerto, no bairro Obrero, no Paraguai. O corpo foi descoberto após a colega de quarto estranhar a ausência de respostas da estudante.
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Segundo o promotor de Justiça Osvaldo Zaracho, o crime teria ocorrido entre 11h e 12h da última sexta-feira (24), mas só foi descoberto por volta das 17h19min, o que pode ter facilitado a fuga do suspeito para o Brasil, já que a região faz fronteira entre os dois países.
A perícia encontrou no local rastros de calçados e pegadas descalças, que estão sendo analisadas e podem ajudar a identificar a dinâmica da fuga. Além disso, os investigadores localizaram os objetos utilizados no crime.
Vítima sofreu dezenas de golpes de arma branca
A investigação aponta que Julia sofreu um ataque extremamente violento. Foram identificados 67 golpes no total, sendo 60 provocados por uma tesoura de cutícula e outros sete por uma faca, incluindo dois ferimentos graves no pescoço.
A polícia também confirmou que os dois estudantes tiveram um relacionamento breve entre setembro do ano passado e o início deste ano. Ambos cursavam Medicina, porém em instituições diferentes.
Velório ocorreu em Santa Catarina
O corpo da estudante foi velado nesta segunda-feira (27) em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, cidade onde ela residia antes de se mudar para o país vizinho.
O caso segue sob investigação das autoridades paraguaias, que tratam a ocorrência como feminicídio e mantêm buscas pelo principal suspeito, que continua foragido.




