A Polícia Civil deverá indiciar a mãe e o padrasto de Moisés Falk da Silva, de 4 anos, por homicídio duplamente qualificado. O menino foi levado ao hospital em Florianópolis no dia 17 de agosto, já em parada cardiorrespiratória e com diversos hematomas, mas não resistiu.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
O casal foi preso logo após a morte da criança. A mãe, grávida, foi liberada em audiência de custódia, enquanto o padrasto, Richard Rodrigues, teve a prisão convertida em preventiva.
Laudo confirma espancamento
O laudo da causa da morte revelou que Moisés sofreu hemorragia por traumatismo no tórax, causado por um instrumento contundente. O corpo apresentava diversos hematomas e até uma mordida no rosto, reforçando a suspeita de espancamento.
O indiciamento por homicídio duplamente qualificado se baseia no uso de meio cruel e no fato de a vítima ter menos de 15 anos. A Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito e encaminhar o caso à Justiça.
Veja também
Julgamento de Claudia Hoeckler entra no segundo dia em Capinzal
Disque 100 registra aumento expressivo nas denúncias de pedofilia na internet
Relembre o caso
Moisés chegou inconsciente ao Multi Hospital, no bairro Carianos. Vizinhos, incluindo uma enfermeira, tentaram reanimá-lo, mas o óbito foi confirmado após quase uma hora de tentativas. Os hematomas no rosto, abdômen e costas chamaram a atenção da equipe médica, que acionou a polícia.
Testemunhas relataram comportamento estranho do padrasto, descrito como “apático”. Uma vizinha afirmou que ele apenas comentou que o menino “tinha comido bolacha com leite” durante o trajeto ao hospital. Já a mãe teria confrontado o companheiro, dizendo: “tu vais ver se acontecer algo ruim com meu filho”.
Histórico de violência
O pai biológico relatou que a criança já apresentava febres e manchas no corpo anteriormente. Vizinhos também confirmaram que a família era acompanhada pelo Conselho Tutelar devido a suspeitas de maus-tratos.
Diante das provas e contradições, a polícia confirmou o indiciamento de Richard e Larissa de Araújo Falk por homicídio qualificado.