Produtos tóxicos e alimentos na mesma carga fazem transportadora ser autuada em SC

Segundo a PRF, a empresa responsável já havia sido flagrada em outras duas situações semelhantes recentemente

Na tarde de terça-feira (24), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou uma situação preocupante durante fiscalização na BR-163, em Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina. Os agentes interceptaram um caminhão que transportava, de forma inadequada, alimentos, produtos de higiene e substâncias químicas perigosas no mesmo compartimento, o que configura risco direto à saúde pública.

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Durante a abordagem, os policiais analisaram a documentação e, em seguida, realizaram a vistoria no compartimento de carga.

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Foi então que constataram que os itens estavam organizados apenas por destino final, sem respeitar as normas de segurança sanitária.

Entre os produtos encontrados estavam alvejantes, inseticidas e resinas inflamáveis armazenados junto a bebidas, enlatados, salgadinhos e até ração animal.

Esse tipo de prática é proibido justamente porque pode causar contaminação cruzada, colocando em risco a saúde dos consumidores.

A exposição de alimentos a substâncias químicas perigosas pode gerar danos graves, mesmo que não haja contato direto visível.

Empresa já havia sido flagrada por irregularidades

Além disso, as autoridades identificaram que esta não é a primeira ocorrência envolvendo a mesma empresa responsável pela carga.

Recentemente, a distribuidora já havia sido autuada em outras duas situações semelhantes, registradas pela PRF na BR-282, em Campos Novos. Isso demonstra reincidência e reforça a gravidade da infração.

Diante do flagrante, os policiais tomaram medidas imediatas para evitar maiores riscos.

As substâncias perigosas foram isoladas e transferidas para outro veículo adequado, garantindo que o transporte seguisse dentro das normas exigidas.

Paralelamente, o caso foi encaminhado à Vigilância Sanitária, que deverá aplicar as sanções administrativas cabíveis.

Os responsáveis pela empresa alimentícia e pela transportadora responderão judicialmente por crime de perigo para a vida ou saúde de terceiros.

Já o motorista foi ouvido como testemunha e colaborou com o registro da ocorrência.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações PRF

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