A Polícia Militar prendeu três mulheres suspeitas de envolvimento no conhecido golpe do “bilhete premiado” na noite de segunda-feira (30), em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação ocorreu no bairro Municípios e resultou na recuperação de parte do valor obtido de forma fraudulenta.
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De acordo com informações do 12º Batalhão da Polícia Militar, as equipes iniciaram as buscas após receberem denúncias de que um grupo havia aplicado o golpe na cidade de Jaraguá do Sul, também no Norte do Estado, no mesmo dia. Na ocasião, a vítima sofreu um prejuízo de R$ 18.690, após ser enganada pelas criminosas.
Abordagem e prisão das suspeitas
Logo após o registro da ocorrência, os policiais intensificaram as diligências e conseguiram identificar o veículo utilizado no crime circulando em Balneário Camboriú. A partir disso, foi realizada a abordagem do automóvel, que foi interceptado pelas guarnições.
No interior do carro estavam as três suspeitas. Durante a revista, os policiais localizaram duas bolsas contendo diversas cédulas em dinheiro, totalizando R$ 9.831, quantia que corresponde a parte do valor obtido no golpe.
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Diante dos fatos, as mulheres receberam voz de prisão pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Em seguida, elas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil, onde permanecem à disposição da Justiça para os procedimentos legais.

Como funciona o golpe do bilhete premiado
O golpe do bilhete premiado é uma fraude bastante conhecida no Brasil e costuma ser aplicada em locais públicos, com vítimas escolhidas de forma estratégica. Nesse tipo de crime, um dos golpistas aborda a pessoa afirmando possuir um bilhete de loteria supostamente premiado, mas alega não conseguir retirar o valor.
Na sequência, um segundo integrante entra em cena fingindo ajudar, criando uma situação de confiança.
A vítima, então, é convencida a entregar dinheiro em troca de uma parte do suposto prêmio. No entanto, após a negociação, os criminosos desaparecem e o bilhete não possui qualquer valor.
Crime previsto em lei
A prática é classificada como estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal Brasileiro, com pena que pode variar de um a cinco anos de prisão, além de multa. Quando há participação de mais de uma pessoa organizada, os envolvidos também podem responder por associação criminosa, cuja pena pode chegar a três anos de reclusão.
A Polícia Militar reforça a importância de que a população desconfie de propostas vantajosas envolvendo dinheiro fácil e denuncie situações suspeitas, contribuindo para evitar novos casos desse tipo de crime.





