Um vigilante que trabalhava em um pátio às margens da BR-153, em Uruaçu, no norte de Goiás, foi apontado pela Polícia Civil como responsável por um incêndio de grandes proporções que destruiu caminhões e máquinas pesadas, causando prejuízos milionários, no último dia 13 de janeiro.
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A investigação concluiu que o fogo começou após o funcionário adormecer com um cigarro aceso dentro da cabine de um dos veículos.
Versão inicial contestada
No início das apurações, o vigilante alegou ter sido vítima de um assalto e afirmou que criminosos teriam provocado o incêndio antes de fugir.
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No entanto, a versão foi contestado ao longo da investigação conduzida pela Delegacia de Uruaçu. Com apoio da Superintendência de Inteligência da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Polícia Científica, foram realizados exames periciais detalhados e análises técnicas que descartaram a hipótese de incêndio intencional causado por terceiros.
Os laudos confirmaram que o foco inicial do fogo estava na cabine de um dos caminhões.

Confissão e responsabilização
Diante das evidências, o vigilante confessou que o incêndio foi causado de forma culposa.
Ele admitiu que estava fumando dentro do veículo, acabou adormecendo e deixou o cigarro aceso, dando início às chamas.
Além disso, reconheceu que inventou a história do assalto na tentativa de se eximir da responsabilidade pelo incidente.
Com todos os fatos esclarecidos, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
O vigilante foi indiciado pelo crime de incêndio culposo, previsto na legislação, que ocorre quando não há intenção de provocar o incidente, mas há negligência ou imprudência que resultam em danos materiais significativos.




