Vinícola de Tangará recorre ao TJ-SC contra construção de granja de suínos

No recurso, a vinícola contesta o laudo pericial e o licenciamento, apontando riscos ao turismo e efeitos dos ventos na região.

Uma vinícola localizada em Tangará, no Meio-Oeste de Santa Catarina, entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) contra decisão que permitiu a construção de uma granja de suínos nas proximidades. Segundo os proprietários, a obra planejada a cerca de 300 metros do estabelecimento pode gerar prejuízos significativos. A Associação Cultural da Vitivinicultura Catarinense também recorreu da sentença, alertando que a liberação do empreendimento ameaça o único museu dedicado à vitivinicultura do Estado.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

Em primeira instância, o juiz da Vara Única da Comarca de Tangará, Flavio Luis Dell Antonio, concluiu que a instalação da granja não viola o direito de vizinhança e não interfere nas atividades turísticas ou na produção de vinhos da região.

Publicidade

O conflito se arrasta desde 2023

O embate começou quando a vinícola e a associação entraram com ação solicitando suspensão das obras, alegando risco de danos ambientais, mau cheiro e impacto negativo no turismo. Elas questionaram ainda a licença ambiental emitida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA).

A decisão de primeira instância se apoiou em perícia independente que analisou os aspectos ambientais, sanitários, topográficos e operacionais da futura granja. O magistrado entendeu que a obra cumpre todas as normas legais e ambientais vigentes.

A sentença destaca que vinícolas e suinoculturas convivem em diversas regiões de Santa Catarina, citando Videira como exemplo.

O juiz recomendou que haja diálogo entre as partes, principalmente sobre a aplicação de dejetos, para minimizar impactos em eventos da vinícola, mas rejeitou alegações de dano atual ou iminente.

O que diz o recurso?

No recurso ao TJ-SC, a vinícola argumenta que a perícia reconheceu a possibilidade de danos que “possam ser mitigados”.

Além disso, sustenta que a prefeitura ignorou a lei do Corredor de Interesse Turístico, Cultural e de Lazer (CIT), e que o empreendimento está na rota dos ventos predominantes, podendo afetar degustações, visitas e eventos turísticos.

O recurso questiona também o laudo pericial judicial e aponta supostos vícios no licenciamento ambiental do IMA.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Segunda-feira será de frio intenso e geada no Meio-Oeste

O Meio-Oeste de Santa Catarina terá uma segunda-feira (13)...

Secretaria de Saúde alerta que mosquito da dengue continua ativo no inverno e pede apoio da população

A Secretaria Municipal de Saúde de Videira reforçou o...

Domingo é dia de final do Municipal de Voleibol Masculino de Pinheiro Preto

O Campeonato Municipal de Voleibol Masculino de Pinheiro Preto...

Bombeiros auxiliam mãe e recém-nascido após parto em residência

Uma ocorrência diferente da rotina de atendimentos de emergência...

Motorista fica ferido após bater contra muro em Rio das Antas

Um motorista de 29 anos ficou ferido após perder...

Mulher morre em colisão frontal entre dois carros na BR-116

Uma mulher de 36 anos morreu em um grave...

Capotamento envolvendo dois veículos é registrado na SC-464 entre Arroio Trinta e Iomerê

Um acidente de trânsito envolvendo dois veículos foi registrado...