Um tremor de terra de magnitude 2,4 foi registrado na madrugada de domingo (12) no município de Paranaguá, no litoral do Paraná. Apesar da baixa intensidade, o fenômeno chamou a atenção de moradores e provocou susto em algumas regiões, especialmente próximas ao epicentro. No entanto, não houve registro de danos estruturais ou vítimas.
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De acordo com o professor de geologia Eduardo Salamuni, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o abalo sísmico tem origem natural e está relacionado à movimentação de falhas geológicas presentes na região.
“O abalo foi provocado, provavelmente, em uma falha que nós denominados de Falha de Santos, e ela está dentro da Bacia de Santos, que é a que recebe todos os sedimentos continentais”, disse.
Região é propensa a abalos sísmicos
Segundo o especialista, tremores desse tipo são considerados de baixa magnitude e, na maioria das vezes, não provocam danos, gerando apenas sensação de vibração e surpresa entre os moradores.
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Ele destaca que somente estruturas extremamente frágeis poderiam sofrer algum impacto, o que não foi observado neste caso.
Além disso, Salamuni explicou que o litoral do Paraná, especialmente áreas próximas à divisa com São Paulo, é classificado como região sismogênica, ou seja, com maior propensão à ocorrência de tremores devido à presença de falhas geológicas ativas.
O abalo foi identificado por estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que monitoram atividades sísmicas em todo o território nacional.
Moradores relatam susto com o tremor
Na Ilha do Mel, uma das áreas mais próximas do epicentro, moradores relataram ter sentido o tremor com maior intensidade. O morador Gerson de Oliveira descreveu o momento como inesperado e assustador.
“Eu fui dormir e, uns cinco minutos depois que deitei, tudo começou a tremer, a cama e o ambiente. Foi junto com uma explosão muito forte e durou uns dois a três segundos”, contou.
Ele também relatou que inicialmente pensou se tratar de uma situação comum na região. “Eu levantei assustado, peguei uma lanterna e saí para ver o que tinha acontecido. Na minha cabeça, achei que tinha sido explosão de transformador, porque isso às vezes acontece aqui na ilha. Mas quando iluminei, vi que estava tudo normal […] A casa inteira vibrou bastante”, relatou.
De acordo com o professor, locais mais próximos ao epicentro tendem a sentir os efeitos com maior intensidade.
“Do ponto de vista geológico, a ilha está ligada ao continente, então vai sofrer a onda de choque. Foi uma das primeiras a sofrer essa onda, porque está muito mais próxima do epicentro. Como é uma região habitada e está perto do epicentro, as pessoas acabam sentindo isso naturalmente. De fato, é algo curioso, mas não perigoso.”




