A ccachorra Antonieta, que ingeriu 55 pedras de crack na última sexta-feira (17), segue internada sob cuidados veterinários em Joinville, no Norte de Santa Catarina. O animal, um filhote de buldogue francês com apenas três meses de idade, foi levado em estado grave a uma clínica localizada na zona Sul da cidade. Apesar da gravidade inicial, o quadro clínico apresentou melhora significativa após os primeiros atendimentos.
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De acordo com a veterinária responsável, Antonieta permanece em observação e recebe tratamento de suporte contínuo. A profissional destacou que a recuperação tem sido rápida, embora o acompanhamento siga necessário devido aos riscos envolvidos.
“A evolução está sendo muito positiva. Até o momento não temos mais sinais neurológicos [negativos], mas não podemos garantir que no futuro não possa aparecer algum. Mas até o momento a evolução é muito positiva”, afirmou.
Atendimento emergencial e procedimentos garantiram estabilização
Segundo informações da equipe médica, a cadela chegou à clínica apresentando sintomas graves, como convulsões, arritmia cardíaca, além de alterações neurológicas e gastrointestinais.
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Durante o atendimento inicial, um dos tutores relatou que o animal teria ingerido a substância entorpecente.
Logo após dar entrada na unidade, Antonieta vomitou parte das pedras de crack. No entanto, exames de imagem, incluindo ultrassonografia e raio-x, identificaram a presença de mais substâncias no organismo.
Diante disso, os veterinários realizaram uma endoscopia para retirada de cinco pedras adicionais, seguida de lavagem gástrica e administração de carvão ativado para reduzir a absorção de toxinas.
“Ela fez exames, onde foi visto que tinham mais pedras. Então, a gente realizou a endoscopia e foram retiradas mais cinco pedras. Após isso, foi feito a lavagem do do estômago e colocado carvão ativado para ajudar a absorver o restante das toxinas”, detalhou a responsável pelo centro veterinário.

A clínica informou que não foi possível determinar se o animal foi utilizado para transporte da droga ou se a ingestão ocorreu de forma acidental. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada ainda na noite de sexta-feira.
Prisão, soltura e investigação do caso
Quando os tutores retornaram ao local em busca de informações, os policiais já estavam presentes. Durante a abordagem, a filha do casal assumiu a posse das substâncias encontradas no animal, o que resultou em sua prisão em flagrante por maus-tratos e tráfico de drogas.
Apesar da detenção, a mulher foi liberada após audiência de custódia realizada na terça-feira (21).
O juiz responsável pelo caso considerou que, embora o crime seja grave, a quantidade de droga apreendida não caracteriza, neste momento, envolvimento recorrente com o tráfico. Além disso, foi levado em conta o fato de a acusada não possuir antecedentes criminais.
Como condição para responder ao processo em liberdade, a tutora deverá cumprir medidas cautelares, como comparecimento à Justiça quando intimada, restrições de deslocamento e uso de monitoramento eletrônico.
Enquanto isso, Antonieta segue em recuperação e não retornará à antiga família. Uma pessoa já manifestou interesse em adotá-la assim que receber alta médica. O caso continua sob investigação para esclarecer as circunstâncias em que o animal teve acesso aos entorpecentes.




