A Justiça de Santa Catarina decidiu responsabilizar a Associação Chapecoense de Futebol pela morte de um jornalista vítima da tragédia aérea envolvendo o voo da LaMia, ocorrido em novembro de 2016, na Colômbia. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Cível catarinense e reconheceu que o clube assumiu riscos ao contratar a empresa aérea responsável pelo transporte da delegação.
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Segundo a decisão judicial, a conduta da companhia aérea “beirava o dolo”, principalmente diante das falhas identificadas posteriormente nas investigações do acidente.
O texto também aponta que a Chapecoense optou pela contratação de uma empresa considerada mais barata, mesmo havendo alternativas apontadas como mais seguras.
Com isso, o clube foi condenado ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais para cada um dos autores da ação — a esposa e os pais do jornalista morto na tragédia — além de juros e correção monetária.
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✈️ Defesa da Chapecoense foi rejeitada pela Justiça
Durante o processo, a defesa da Chapecoense argumentou que o jornalista viajava gratuitamente, em caráter de cortesia, e que, por isso, não haveria responsabilidade civil do clube.
No entanto, a tese foi rejeitada pela Justiça, que entendeu existir responsabilidade da entidade esportiva pela contratação do transporte aéreo utilizado na viagem.
A decisão reforça entendimentos já adotados em outros processos relacionados ao desastre aéreo. Em ações anteriores, a Justiça também reconheceu responsabilidade do clube em indenizações envolvendo familiares de integrantes da delegação mortos no acidente.

🕊️ Tragédia marcou a história do futebol mundial
O acidente aconteceu na noite de 28 de novembro de 2016, quando o voo LaMia 2933 caiu próximo à cidade de Medellín, na Colômbia. A aeronave transportava jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes rumo à final da Copa Sul-Americana 2016 contra o Atlético Nacional.
Ao todo, 71 pessoas morreram e apenas seis sobreviveram. O desastre ficou marcado como uma das maiores tragédias da história do futebol mundial.

As investigações realizadas após o acidente identificaram graves falhas no planejamento do voo, especialmente relacionadas à insuficiência de combustível da aeronave. Após o desastre, a empresa aérea encerrou as atividades.
Mesmo quase dez anos depois da tragédia, familiares das vítimas continuam buscando reparações judiciais no Brasil e no exterior. Atualmente, diferentes ações seguem tramitando envolvendo seguradoras, empresas ligadas ao voo e pedidos de indenização.




