Após 34 dias de bloqueio, o Sistema Integrado Cristo Redentor, principal ligação rodoviária entre Chile e Argentina, começou a ser reaberto para liberar milhares de veículos retidos pela forte nevasca na Cordilheira dos Andes.
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A paralisação teve início em 14 de julho e deixou caminhoneiros e outros motoristas impedidos de seguir viagem durante mais de um mês. Com a melhora das condições meteorológicas, as autoridades dos dois países definiram um esquema especial para normalizar o fluxo na fronteira.
Nos primeiros cinco dias, a prioridade será exclusivamente para o transporte de mercadorias, diante do grande número de caminhões acumulados na região.
A brasileira Janaína Cardoso, que compartilhou nas redes sociais a rotina enfrentada durante o período de bloqueio, comemorou a retomada da viagem. “Graças ao bom Deus saímos. 34 dias sobrevivemos, graças a Deus”, disse em vídeo.
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Caminhões terão prioridade na travessia
As autoridades argentinas estabeleceram horários e sentidos específicos para organizar a liberação e garantir maior segurança durante a retomada das operações.
Nos três primeiros dias, o trânsito será permitido da Argentina em direção ao Chile, das 9h às 21h. A prioridade será dada aos caminhões que já possuem documentação validada e aguardavam no estacionamento de Uspallata.
Na sequência, o sentido do tráfego será invertido, permitindo a passagem do Chile para a Argentina, também em horários determinados pelas autoridades.
A medida busca reduzir o congestionamento e dar vazão aos veículos que permaneceram parados durante o longo período de interdição.

Bloqueio provocou prejuízos ao transporte
A paralisação da rota gerou preocupação e prejuízos ao setor logístico. Estimativas apontaram perdas diárias de cerca de US$ 600 por caminhão durante o período em que os motoristas ficaram impossibilitados de seguir viagem.
O fechamento também provocou críticas relacionadas à comunicação sobre as condições da estrada e à falta de informações diretas para os profissionais que aguardavam a liberação.
Com a retomada gradual, a expectativa é de que centenas de caminhões consigam deixar a região nos próximos dias.

Turismo continua suspenso
Apesar da reabertura, a circulação inicialmente permanece restrita ao transporte de cargas. Veículos de passeio e ônibus de turismo ainda não receberam autorização para utilizar a rota.
A passagem dessas categorias dependerá de novas orientações das autoridades, que deverão definir horários seguros para a travessia.
A região, no entanto, continua sob atenção devido às condições climáticas. A previsão indicava novos volumes significativos de neve e ventos fortes, fatores que podem reduzir drasticamente a visibilidade e voltar a dificultar a circulação nas estradas da Cordilheira dos Andes.





