A Polícia Civil prendeu em flagrante na tarde da quarta-feira (9), o coordenador de uma instituição voltada ao atendimento de atletas especiais em Brusque, no Vale do Itajaí. A prisão ocorreu durante uma investigação conduzida pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC), que apura a suspeita de que o responsável exigia dos próprios esportistas o repasse integral dos valores recebidos por meio de bolsas.
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O flagrante aconteceu nas proximidades da Arena Multiuso. Durante a operação, os policiais presenciaram o momento em que o coordenador recebeu R$ 1.250 de um dos atletas ligados à instituição. Segundo a investigação, a quantia correspondia ao valor total da bolsa recebida mensalmente pelo esportista.
A apuração indica ainda que a prática poderia ocorrer desde pelo menos 2025. Até o momento, a Polícia Civil estima que os valores entregues pelos atletas ao coordenador possam ultrapassar R$ 20 mil.
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Suspeito dizia que dinheiro seria usado nas competições
Conforme os investigadores, o coordenador afirmava aos atletas que a entrega dos recursos seria necessária para custear despesas relacionadas às atividades esportivas e à participação em competições.
Entre os gastos citados estariam principalmente alimentação e transporte.
Durante o avanço das investigações, porém, os policiais verificaram que o próprio município já mantém o programa de bolsa-atleta justamente com a finalidade de auxiliar os esportistas em despesas dessa natureza.
Além disso, a administração municipal também oferece transporte aos atletas que participam de competições.
Diante dessas informações, a Polícia Civil passou a investigar com maior profundidade a necessidade dos repasses exigidos e, principalmente, qual seria a destinação dos valores recebidos pelo coordenador.
Investigação busca identificar outras vítimas
Após a prisão em flagrante, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foram realizados os procedimentos relacionados à ocorrência.
A investigação continuará para verificar se outros atletas também teriam sido submetidos à mesma situação. Os policiais pretendem identificar possíveis novas vítimas e dimensionar quanto dinheiro teria sido repassado ao longo do período investigado.
Outro objetivo da apuração é esclarecer qual foi o destino dos recursos e verificar se outras pessoas participaram da suposta prática ou tinham conhecimento do que estava ocorrendo.
A Polícia Civil orienta atletas e familiares que possam ter passado por situação semelhante a procurar uma Delegacia de Polícia. Os depoimentos podem contribuir para localizar outras possíveis vítimas e ajudar no esclarecimento da extensão do caso.
Até o momento, a ocorrência é investigada como suspeita de estelionato. As circunstâncias ainda estão sendo apuradas, assim como as eventuais responsabilidades dos envolvidos.




