Após viajar 400 km, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Sesi de Caçador entregaram nesta quarta (19) 160 lanternas e 160 pares de pantufas a crianças em tratamento oncológico no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.
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As lanternas foram produzidas pelos estudantes com base em uma tradição tailandesa que simboliza deixar para trás momentos difíceis. As pantufas foram confeccionadas voluntariamente por costureiras da indústria têxtil Maria Emília, que doou os materiais utilizados na produção.

A viagem entre Caçador e Florianópolis durou oito horas. Na chegada à capital, o grupo foi recebido na sede da Associação de Voluntários de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente (Avos), em frente ao hospital.
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A presidente da Avos, Zélia Rocha, e a gerente de Educação Básica do Sesi/SC, Silvia De Pieri, receberam os estudantes (14 viajaram, dos 70 que participaram do projeto) e representantes da EJA.

A professora Daiane Xumadelo, que coordenou o projeto, destacou a satisfação do grupo com o resultado da iniciativa. “Estamos sentindo uma gratidão muito grande. Desde o início, a gente não queria fazer apenas uma lanterna. Queríamos um propósito, algo maior. Poder levar um pouco de conforto e carinho para estas crianças é muito especial.”
Roselene Gonçalves de Oliveira, mãe de uma menina de dois anos em tratamento oncológico, agradeceu o presente e disse que todo apoio faz diferença para as famílias que enfrentam este momento.
A produção das lanternas começou em março. As peças foram feitas com vidros de conserva reutilizados, luzes de LED e sisal. A produção das 160 pantufas começou em junho.

As lanternas fazem parte de uma atividade da EJA do Sesi Caçador desde 2024. Nos dois primeiros anos, os estudantes as lançaram no Rio do Peixe como forma de refletir sobre momentos difíceis e simbolizar a superação.
Neste ano, foi dado um novo propósito ao projeto: em vez de lançá-las no rio, destiná-las a crianças em tratamento oncológico.
Criada em 1999, a EJA do Sesi/SC oferece educação básica a pessoas que não concluíram os estudos na idade regular. O programa já contribuiu para a formação de mais de 100 mil pessoas em Santa Catarina.






