Um macaco-prego foi agredido por um visitante no Parque Ecológico de Maracajá, no Sul de Santa Catarina. O episódio foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais pelo biólogo Victor Michels no domingo (9).
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Nas imagens, um homem se aproxima do animal e oferece um galho de planta. Pouco depois, ele dá um tapa no rosto do macaco, que cai da ponte de madeira onde estava.
Após a agressão, é possível ouvir risos de pessoas que estavam próximas. Até o momento, não há informações sobre a identidade dos homens que aparecem no vídeo.
O registro provocou preocupação entre pessoas ligadas à conservação ambiental, principalmente porque o parque é destinado à proteção da fauna e à educação ambiental.
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Administração tomou conhecimento do caso nesta semana
De acordo com a administração do parque, o primeiro registro do episódio havia sido divulgado em 26 de julho. No entanto, a direção informou que só tomou conhecimento oficialmente do caso na segunda-feira (10).
Após receber as informações e ter acesso às imagens, a administração encaminhou o vídeo às autoridades para que o episódio possa ser analisado e, se necessário, investigado.
A Polícia Militar Ambiental e a Polícia Civil foram procuradas para esclarecer se haverá uma apuração formal sobre a agressão. Até a última atualização da reportagem, não havia retorno das corporações.
Parque orienta visitantes a não tocar nos animais
O Parque Ecológico de Maracajá abriga animais silvestres e possui uma área de 112 hectares de Mata Atlântica. O espaço funciona como unidade de conservação ambiental, além de ser utilizado para lazer e atividades de educação ambiental.
Daniéla Gonçalves, presidente do Instituto Marakinho, entidade que atua no parque, reforçou a importância de manter distância dos animais.

Segundo ela, visitantes não devem alimentar nem tentar tocar nos macacos. A aproximação inadequada pode alterar o comportamento dos animais e aumentar situações de conflito.
“Eles [animais] acabam interpretando que a pessoa que vai chegar perto vai ser um agressor, então começa a aumentar o conflito”, explica.
Interação inadequada pode prejudicar a conservação
Além de colocar o animal em situação de estresse, episódios de agressão podem comprometer o trabalho desenvolvido pelas equipes responsáveis pela reabilitação e pelos cuidados com a fauna.
A presença humana já exige atenção em áreas destinadas à conservação. Por isso, atitudes como oferecer alimentos, tocar, perseguir ou provocar os animais podem modificar a forma como eles passam a reagir aos visitantes.
No caso dos macacos-prego, a aproximação frequente de pessoas pode fazer com que os animais associem a presença humana à alimentação ou a situações de ameaça.
O parque reforça que a observação deve ocorrer de maneira respeitosa, sem contato físico e sem interferência no comportamento natural dos animais.
Espaço é refúgio de animais e área de educação ambiental
O Parque Ecológico de Maracajá é administrado pelo município e reúne uma extensa área de Mata Atlântica. Segundo informações da prefeitura, o local funciona como refúgio para diferentes espécies de animais silvestres.
Além da preservação ambiental, o espaço também tem importância para o lazer e para ações de educação ambiental no Sul catarinense.
A orientação aos visitantes é manter distância dos animais e respeitar os limites estabelecidos dentro da unidade de conservação.
O caso registrado em vídeo reforça a importância de conscientizar a população sobre a necessidade de preservar a fauna e evitar qualquer tipo de interação que possa colocar os animais em risco.




