O clima tem imposto novos desafios aos produtores de frutas de Santa Catarina. Depois de semanas de calor intenso, a chegada do frio provocou geadas em algumas regiões e aumentou a preocupação com possíveis perdas nos pomares.
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Segundo o engenheiro agrônomo Rafael Pertille, da Epagri, a ocorrência de geada atingiu principalmente áreas de Fraiburgo, Ibiam, Água Doce e a região do Alto do Horizonte, em Palmas. Também foram registradas temperaturas negativas na Serra Catarinense.
Em Videira, entretanto, a temperatura permaneceu acima de zero grau. Por isso, o município não registrou impactos significativos relacionados à geada durante essa ocorrência.
Frutas estão em fase de desenvolvimento
O momento do ciclo das plantas aumenta a preocupação dos produtores. Grande parte das fruteiras de caroço já apresenta frutos, incluindo pessegueiros e ameixeiras.
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Algumas áreas também estão no período de raleio. Conforme Rafael Pertile, locais atingidos pela geada podem apresentar perdas, principalmente onde os produtores não conseguiram realizar medidas de proteção contra o frio.
A uva também está entre as culturas que exigem atenção. Os produtores normalmente contam com menos alternativas de combate à geada em comparação com outras fruteiras.

Durante a última ocorrência, alguns agricultores precisaram utilizar fogo, fumaça e sistemas de aquecimento para proteger as plantas.
Nas propriedades onde não foi possível realizar esse trabalho, pode ser necessário fazer uma nova poda e adotar medidas para recuperar as plantas que sofreram danos.
Calor antecipou floração e deixou plantas mais sensíveis
O comportamento do clima ao longo do ano também contribuiu para aumentar a vulnerabilidade das plantas.
Segundo o engenheiro agrônomo, algumas cultivares consideradas mais tardias anteciparam a floração por causa das semanas de calor intenso registradas anteriormente.
Com isso, muitas plantas avançaram rapidamente no desenvolvimento dos frutos. Essa condição pode aumentar a sensibilidade diante de uma queda brusca de temperatura.

Uma nova onda de frio poderia interromper temporariamente o desenvolvimento das plantas e interferir no período de colheita.
A expectativa é que não ocorram novas geadas nas próximas semanas. No entanto, o risco não pode ser totalmente descartado, já que episódios de frio intenso também já foram registrados em setembro em outros anos.
Previsão de chuva também preocupa
Além das baixas temperaturas, a previsão de excesso de chuva representa outro ponto de atenção para os produtores.
O aumento da umidade favorece o surgimento de doenças fúngicas nos pomares. Com isso, pode haver maior necessidade de tratamentos fitossanitários.
O problema é que a própria chuva pode dificultar a entrada dos produtores nas áreas de cultivo e a aplicação desses tratamentos.

O relevo da região também pode dificultar o acesso aos pomares em períodos de precipitação elevada.
Por isso, neste momento, a principal preocupação relacionada ao excesso de chuva é justamente o impacto fitossanitário sobre as plantas.
O cenário exige atenção dos agricultores, especialmente após um ano marcado por diferentes eventos climáticos. Além da geada, já houve registros de granizo, e agora a previsão de muita chuva acrescenta mais um desafio ao manejo da produção.s de granizo e geada. Agora, a combinação com períodos de chuva intensa pode ampliar os desafios no manejo dos pomares.





